O Show de Truman
Média
4,5
3698 notas

108 Críticas do usuário

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54 críticas
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Lorenzo Lolo
Lorenzo Lolo

10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2026
Eu conheci esse filme de uma musica do Papyrus da batata, ai resolvi assistir esse filme com a minha vó e olha que esse filme me surpreendeu se tornou um dos meus filmes favoritos do jim carrey. será que foi por isso que o big brother inspirou? nota 10/10
Juan Freitas
Juan Freitas

49 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2026
Tem uma boa quantia de furos e incoerências no roteiro, porém a mensagem do filme é boa, assim como as atuações.
Anderson Andrade
Anderson Andrade

41 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de janeiro de 2026
Jim Carrey nesses papéis dramáticos sempre vai muito bem, o criador do programa toda vez que aparece tem um impacto absurdo no filme, um dos melhores roteiros originais
Pedro Avaliações
Pedro Avaliações

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de julho de 2025
Maravilhoso! O filme consegue criar uma narrativa muito rica e simples. Simples, obviamente, no sentido de não ter muitas informações que podem gerar confusão ou que até poderiam enriquecer a história. No entanto, não é nada simples na capacidade de instigar o espectador a ter vários pensamentos e dúvidas. O uso de dois referênciais (Truman e exterior) é fundamental para fazer o filme ser mais intrigante. Parece uma parede de vidro em que só um dos lados pode ver o outro e isso gera a tensão. De fato é muito legal de assistir.
Milena Moreira
Milena Moreira

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de junho de 2025
Vale cada minuto assistido, esse filme tem uma incrível crítica e sacadas geniais. Ele foi pensado para ser realmente uma obra que surpreende, não apenas uma produção que deve vender.
Vito Zanotti
Vito Zanotti

3 seguidores 127 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de junho de 2025
É muito bom quando vemos um filme que retrata bem a realidade que vivemos hoje: manipulação para ganhar mídia e dinheiro em cima de tragédias.

Que no caso do filme é filmar o Truman forçadamente, 24 horas por dia mostrando uma vida igual todos os dias.

Mesmo sendo uma rotina de uma pessoa normal fazendo coisas normais, ainda sim o consumo do publico é muito alto. Mostrando que as pessoas amam saber da vida alheia, que inclusive é o que acontece na vida real (bbb, fazenda e etc, são exemplos disso).

Notas finais:

- Roteiro: Nota 9
- Personagens: Nota 8
- Comédia: Nota 7

Em resumo, o filme ficará com uma nota 8.
Victor Hugo Garcia
Victor Hugo Garcia

1 seguidor 68 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de maio de 2025
Um grande filme que é mais dramático do que de comédia, pois conta a história de quem viveu a vida toda numa mentira. Além da ficção, o filme tem algumas mensagens que me fizeram pensar sobre a vida e a complexibilidade dela, de que a vida real não é tão diferente do Show de Truman...
#BRUNO #
#BRUNO #

6 seguidores 296 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de abril de 2025
Essa sacada de fazer um filme desse jeito foi muito bom. Muitas vezes já pensei que nós estamos vivendo dessa maneira.
Emerson Martins
Emerson Martins

17 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de março de 2025
um dos meus favoritos!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2025
The Truman Show (1998), dirigido por Peter Weir e estrelado por Jim Carrey, é uma obra cinematográfica que transcende o gênero da comédia dramática para se tornar uma reflexão profunda sobre a natureza da realidade, a manipulação midiática e a busca pela autenticidade. O filme, escrito por Andrew Niccol, combina elementos de ficção científica, sátira social e drama existencial, criando uma narrativa que permanece relevante décadas após seu lançamento. Esta resenha analisará aspectos como o enredo, atuações, roteiro, cinematografia, trilha sonora, final e impacto geral do filme.

O enredo é brilhantemente concebido, explorando a vida de Truman Burbank, um homem que, sem saber, é o protagonista de um reality show transmitido 24 horas por dia para o mundo inteiro. A premissa é ao mesmo tempo simples e profundamente complexa: Truman vive em uma realidade completamente fabricada, onde todos ao seu redor são atores e cada aspecto de sua vida é controlado pelo produtor Christof (Ed Harris). A jornada de Truman para descobrir a verdade sobre sua existência é uma metáfora poderosa para a luta humana pela liberdade e autenticidade.

O filme aborda temas como a manipulação da mídia, a perda da privacidade e a busca por significado em um mundo cada vez mais artificial. A narrativa é construída de forma gradual, com pequenos detalhes que levam Truman (e o público) a questionar a realidade ao seu redor. A tensão cresce à medida que Truman começa a desconfiar de seu mundo, culminando em uma fuga emocionante e simbólica. O enredo é uma crítica contundente à cultura dos reality shows e à passividade do público, que consome a vida alheia como entretenimento.

Jim Carrey, conhecido principalmente por seus papéis cômicos, entrega uma performance surpreendentemente dramática e sensível como Truman Burbank. Sua capacidade de transmitir vulnerabilidade, ingenuidade e determinação é fundamental para que o público se identifique com o personagem e se emocione com sua jornada. Carrey consegue equilibrar momentos de humor sutil com cenas de profunda introspecção, provando sua versatilidade como ator.

Ed Harris, como Christof, é igualmente impressionante. Ele personifica o criador onisciente e manipulador, cuja obsessão por controlar a vida de Truman é ao mesmo tempo fascinante e perturbadora. Laura Linney, como Meryl, a "esposa" de Truman, e Noah Emmerich, como seu melhor amigo Marlon, também entregam performances sólidas, reforçando a ilusão de normalidade que cerca Truman.

O roteiro de Andrew Niccol é inteligente e multifacetado, combinando diálogos afiados com uma estrutura narrativa que mantém o público engajado. A história é repleta de simbolismos, desde o nome "Truman" (que sugere "true man", ou "homem verdadeiro") até o uso de elementos como o barco Santa María, uma referência à descoberta de novos mundos. O roteiro também explora questões filosóficas profundas, como o livre-arbítrio, a natureza da realidade e o papel da mídia na sociedade.

A construção do mundo de Seahaven é meticulosa, com cada detalhe servindo para reforçar a ilusão de perfeição suburbana. No entanto, o roteiro também deixa espaço para falhas nessa fachada, que são gradualmente percebidas por Truman. A tensão entre a realidade fabricada e a verdade é o cerne do filme, e o roteiro consegue explorar essa dualidade de forma envolvente e emocionalmente impactante.

A cinematografia, liderada por Peter Biziou, é um dos aspectos mais marcantes do filme. O uso de câmeras escondidas e ângulos que simulam a perspectiva de um reality show cria uma sensação de voyeurismo, imergindo o público no mesmo mundo que Truman habita. A iluminação e a composição visual reforçam a artificialidade de Seahaven, com cores vibrantes e cenários idílicos que parecem quase demasiado perfeitos.

A cena em que Truman finalmente descobre a verdade, ao atingir os limites do domo, é visualmente impactante. A imagem do barco perfurando a parede pintada com o céu é uma metáfora poderosa para a ruptura entre ilusão e realidade. A cinematografia não apenas serve à narrativa, mas também amplifica seus temas centrais.

A trilha sonora, composta por Burkhard Dallwitz com contribuições de Philip Glass, é um elemento crucial para o impacto emocional do filme. A música de Glass, em particular, com suas repetições minimalistas, cria uma atmosfera onírica e introspectiva que complementa a jornada de Truman. A escolha de peças clássicas, como o "Romance-Larghetto" de Chopin, adiciona uma camada de sofisticação e melancolia à narrativa.

A trilha sonora também reflete a dualidade entre o mundo artificial de Truman e a realidade exterior. Enquanto as composições de Glass evocam uma sensação de grandiosidade e mistério, as músicas mais leves e familiares tocadas em Seahaven reforçam a ilusão de normalidade.

O final é um dos mais memoráveis e discutidos do cinema moderno. Quando Truman finalmente encontra a saída do domo, ele é confrontado por Christof, que tenta persuadi-lo a permanecer em seu mundo fabricado. A resposta de Truman, ao dizer seu bordão "Caso eu não os veja mais... bom dia, boa tarde e boa noite", é um momento de libertação e autodeterminação.

O final é aberto, deixando para o público a interpretação do que acontece com Truman após ele atravessar a porta. Essa ambiguidade é intencional, reforçando o tema central do filme: a busca pela verdade e a coragem de enfrentar o desconhecido. O final também serve como uma crítica à passividade do público, que, após celebrar a fuga de Truman, rapidamente busca outro programa para assistir.

The Truman Show é uma obra-prima que combina entretenimento com reflexão filosófica e crítica social. Sua relevância só aumentou com o tempo, especialmente em uma era dominada por redes sociais e reality shows, onde a linha entre realidade e ficção se torna cada vez mais tênue. O filme questiona não apenas a ética da mídia, mas também a disposição do público em consumir vidas alheias como entretenimento.

A direção de Peter Weir é impecável, equilibrando humor, drama e suspense em uma narrativa coesa e emocionalmente ressonante. As atuações, especialmente a de Jim Carrey, elevam o filme a um patamar superior, enquanto a cinematografia e a trilha sonora contribuem para sua atmosfera única.

The Truman Show é muito mais do que um filme; é uma experiência que convida o público a questionar sua própria realidade e o papel que a mídia desempenha em suas vidas. Sua mensagem atemporal e sua execução impecável garantem seu lugar como um dos filmes mais importantes e influentes da década de 1990.
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