O tema da trilogia “O senhor dos anéis” não é uma fantasia mítica, mas uma história que valoriza valores humanos pouco-a-pouco revelados a pretexto de uma missão banal: destruir um objeto capaz de controlar o caráter de valorosos seres fantásticos, que se tornam essencialmente enfraquecidos e desimportantes para a história de seus patrícios, diante da sedução pelo poder, prometido pelo precioso anel, uma lição extremamente importantes para políticos sem ideal que pretendem apenas se perpetuar no poder. Quem é seduzido pelo poder, esquecendo-se de suas origens e de seus laços de amizade e lealdade, se coisifica tornando-se um ser abjeto e disforme, como o Golun. O enredo retrata de forma brilhante, na analogia da beligerância e nas lutas, a sublimação do próprio indivíduo pelo grupo e dos propósitos individualistas pelo bem maior. Não por acaso, os homens, seres melhor conhecidos pelos espectadores da filmografia, são os que enfrentam os maiores obstáculos para preservação de seu foco e da sua perseverança, diante da fraqueza e da sedução pelo poder. Os hobbits, na simplicidade de sua vida agrícola, na vida gregária e nas festas, com seu porte infantil guiam os seres humanos e os seres superiores e mágicos: os magos, os elfos e os anões para a sublimação de suas diferenças e para a humildade em nome de um objetivo maior. Imperdível.