Bohemian Rhapsody é um daqueles filmes que dividem opiniões — e eu fico bem no meio. Minha nota é 3/5, porque apesar de ter momentos incríveis, especialmente nas apresentações musicais, o filme deixa a desejar em alguns pontos importantes.
É impossível negar que a trilha sonora é absurdamente boa. Afinal, estamos falando do Queen, uma das bandas mais icônicas da história da música. E quando as canções entram, principalmente em cenas como o Live Aid, é impossível não se arrepiar. O Rami Malek entrega uma performance muito dedicada como Freddie Mercury, com gestos, expressões e trejeitos que mostram o quanto ele mergulhou no papel. Por isso, ele mereceu sim o reconhecimento que recebeu.
Mas… o filme tenta ser uma cinebiografia do Freddie e da banda, e aí é onde ele escorrega. Senti que a história foi muito suavizada, com escolhas narrativas que romantizam e simplificam a vida do Freddie, evitando mergulhar de verdade nos momentos mais complexos ou sombrios. A cronologia dos eventos é toda embaralhada pra deixar o roteiro mais “bonitinho”, mas isso atrapalha quem queria uma experiência mais fiel à realidade.
Além disso, os outros membros da banda — que são talentos gigantescos — acabam ficando meio apagados. O roteiro claramente favorece uma imagem mais “controlada” da história, o que enfraquece a profundidade que o filme poderia ter tido.
No final das contas, Bohemian Rhapsody é um bom filme pra quem quer curtir a música do Queen, relembrar ou conhecer alguns dos maiores hits da banda, e se emocionar com cenas poderosas como a do Live Aid, que é sim um momento espetacular. Mas como cinebiografia, fica um pouco raso, deixando aquela sensação de que poderia ter sido muito mais.