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JRusso
68 críticas
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4,5
Enviada em 30 de dezembro de 2025
Delicadíssimo filme de Spielberg sobre seu amor ao cinema e os conflitos domésticos que, talvez, atormentaram um dos maiores diretores de cinema da história por toda a vida. Os Fabelmans é um tipo de filme que abraça ao criar tramas duras, mas sem escorregar no dramalhão. Michelle Williams mais uma vez faz um trabalho gigante e é a grande estrela do filme.
Sammy Fabelman (LaBelle) é um garoto que fica com uma impressão duradoura de uma cena a simular um desastre de trem em O Maior Espetáculo da Terra, filme assistido com o pai, Burt (Dano) e a mãe, Mitzi (Williams). Ele a reproduzirá inúmeras vezes quando o pai o presenteia com um trem de brinquedo. A família viaja para um acampamento, com a presença do inseparável amigo de Burt, Bennie (Rogen) e Sammy filma vários momentos. A mãe de Mitzi falece, deixando-a emocionalmente descompensada. Um irmão da falecida, Boris (Hirsch), conta de suas experiências no cinema, quando trabalhou em um filme mudo, em 1927.
Spielberg honesto e “compartilhador” de histórias bem suas... Mas esse não é apenas mais um filme que fala da descoberta e amor pelo cinema, ou da dor do antissemitismo. Em uma das suas entrevistas sobre o filme, ele fala que é também um filme sobre perdão, e de fato é. A quase biografia com nomes fictícios nos leva a entender como a infância, a adolescência e sobretudo os dramas vividos, forjaram um diretor de tamanha criatividade e sucesso. Talvez a expectativa com uma biografia que ultrapasse sua adolescência possa decepcionar ou incomodar um pouco alguns fãs que gostariam de ver mais sobre a gestação de suas grandes obras. Vale muito a pena assistir e aplaudir sua coragem. Coragem inclusive de expor sua própria mãe ao passo que também a perdoa e acolhe dentro dos limites de sua visão adolescente. Como reproduzir lares sem conflitos e perfeitos nas suas obras, não é? O filme também deixa à mostra aquela eterna receita; o tempero da adversidade vale sim, mas um talento sem apoio e incentivo morre sem ser percebido. Muito bom!
Gosto de me referir a esse filme como o filme do Spielberg sobre o Spielberg. Vi pessoas falando mal do filme por ser muito melancólico, mas isso é esperado de um filme semi auto biográfico que apresenta os fatores do sucesso de um gênio do cinema. Pesquisando um pouco, me surpreedi com o número de fatores reais, incluindo: spoiler: a descoberta da traição da mãe, o encontro com John Ford (note que esse é 100% real, incluindo as marcas dos beijos), e incrivelmente a garota gamada em Jesus . Poderia ficar horas falando de como o que faz esse filme são os mínimos detalhes, o sentimento, novamente trazido pela direção impecável do maior diretor do cinema (na minha opinião). Um dos momentos que mais me intrigaram para saber se é real ou não é quando spoiler: o valentão da escola se emociona com o filme do Sam (ou Steve) . Se esse momento for real e a fala "não farei um filme sobre isso" também, temos aqui uma das maiores quebras da 4ª parede existentes. Na verdade duvido muito que Spielberg eventualmente revelará a veracidade do momento, já que ele teria que cumprir a promessa. Em resumo, um bom filme 4,3 recomendo. (Arredondei para 4,5 pelo carinho que eu criei pelo filme)
Os Fabelmans é uma emocionante e brilhante autobiografia de Steven Spielberg.
A narrativa mistura lembranças pessoais com uns toques artísticos. É incrível como somos levados pela trajetória do Spielberg, desde quando ele começou a se apaixonar por cinema até se tornar um mestre, passando pelas coisas que inspiraram ele, as dificuldades familiares, e as adversidades enfrentadas na escola, na adolescência.
O jeito como somos apresentados a tudo isso é encantador. A gente sente de verdade as emoções do Spielberg e se conecta com a história dele de um jeito profundo.
Todo o elenco manda muito bem nas atuações, mas quero destacar a Performance poderosa da Michelle Williams, ela está simplesmente incrível.
"Os Fabelmans" é um filme brilhante, enriquecido pelas memórias reais do Spielberg, ele te encante e te emociona, e com certeza vai conquistar o coração dos fãs dele e de qualquer pessoa que ame cinema.
Steven Spielberg a lenda máxima nos entrega aqui mais uma obra prima e seu filme mais pessoal, até porque conta sua própria historia, seu roteiro é perfeito, sua trilha com mestre williams é incrível e as citações são marcantes. Um filme terno e eterno.
A história em si é muito carismática e bela, mas ao longo do tempo vai se tornando extremamente repetitivo e perde ritmo. Ao final temos uma obra fria e fraquinha, algo como um Cinema Paradiso mas sem sentimentos e "sem sal". Filme morno e desnecessário.
"The Fabelmans" - Roupa suja se lava em casa, Sr. Spielberg !
Cena de "E.T - o extraterrestre": Mary (mãe de Elliott) - Por que você não liga para seu pai e diz o que viu (um E.T.) ? Elliott - Não posso; meu pai está no México com a Sally.
Steven Spielberg sempre disse que os dramas das crianças em "E.T", com a separação dos pais, eram autobiográficos. Há alguns anos ficamos sabendo que sua mãe largou a família e foi embora com o melhor amigo do pai. É evidente que isso causou um trauma no Sr. Spielberg e agora veio a "vingança" em forma de "Os Fabelmans". Nos anos 1990 uma das irmãs de Spielberg (que também deve ser revoltada com os pais) escreveu um primeiro tratamento do roteiro que hoje é este filme; Spielberg recusou o texto da irmã pois disse que os pais não iriam gostar ... claro que não iriam ! Agora que todos os envolvidos estão mortos, Spielberg reescreveu o roteiro e "jogou a lama no ventilador". "The Fabelmans" não é sobre "formação de um cineasta" ou "Hino de amor ao cinema"; o filme é sobre um filho revelando toda a mágoa que ainda tem de seus falecidos pais. O diretor/roteirista apresenta a mãe (Michelle Williams, excepcional mas coadjuvante) como uma mulher fútil, egoísta e desesperada pelo amante e, o pai (Paul Dano, perdido em cena) é mostrado como um "banana", passivo, fraco, sem personalidade; o popular "corno manso" ... Spielberg deve odiar os pais. É constrangedor assistir ao filme ( a cena da revelação do adultério é imunda); por vezes, é de vomitar ao ver como Spielberg julga seus pais. Como eles se sentiriam ao vê-los na tela assim ? o filme é covarde (eles estão mortos), cruel e pior : é vazio; uma colcha de retalhos de acontecimentos desinteressantes ( a cena da fanática religiosa seduzindo o Spielberg é de se contorcer na cadeira) e pouco críveis (o colega de escola tendo sua redenção diante de Spielberg pelo "filminho da praia", eu DUVIDO que tenha acontecido). Tudo muito ruim. Um desastre ! E Spielberg ainda tem a cara de pau de falar em "Enquadramento de plano" na sequência do encontro com John Ford; logo ele que jogou a carreira no lixo e hoje faz coisas como "Jogador número 1".
Aproveitando uma expressão da modinha, prometeu muito e entregou pouco.
Ficam claros na produção o rigor técnico e a pulsação artística do Spielberg, esta traduzida brilhantemente na atuação do personagem principal e sua mãe.
É um bom filme, porém, deixou uma sensação de incompletude. Ao "subir" dos créditos se espalhou no ar um quê de primeiro episódio de série que ainda tem muito a entregar.
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