A Vida Invisível
Média
3,7
187 notas

33 Críticas do usuário

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Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 854 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de março de 2026
A vida invisível é um drama nacional que contou com a direção de Karim Aïnouz, que tbm participou do roteiro ao lado de Murilo Hauser e Inés Bortagaray. A trama é ambientada no Brasil, na década de 1950, e acompanhamos 2 irmãs: Guida (Julia Stockler) e Eurídice (Carol Duarte). Ambas possuem seus sonhos: Guida de casar e ir morar na Grécia e Eurídice de estudar piano em Viena. Porém, a vida acaba separando ambas as irmãs ao passo quem fazem de tudo para se reencontrarem. O filme é baseado no livro de Matha Batalha: A vida invisível de Eurídice Gusmão. O filme inicialmente procura mostrar a relação entre as irmãs, seus sonhos, a família, dinâmica da casa e da época vivida. Tudo isso serve como embassamento para entendermos a forte ligação entre ambas e ao mesmo tempo o contexto difícil que as mulheres viviam. O filme na verdade é sobre a condição feminina em uma sociedade ditada por homens. Essa dominação masculina é mostrada em diversas camadas: no pai, no casamento, no trabalho etc. Além de mostrar diferentes posições de mulheres no filme: a casada, mae solo, a que cuida de outras criancas etc. O filme consegue amarrar muito bem essas narrativas. Atuações brilhantes de ambas as protagonistas e ainda tivemos a participação de luxo da Fernanda Montenegro no final que é carregadas de emoção. O espectador deve ficar atento nos saltos temporais e nas transições de cenas, pois nao existe uma obviedade para isso. Por fim, precisamos falar que embora o longa tenha trazido um cenário difícil para as mulheres na década de 1950, as raízes desses problemas ainda existem nos dias de hoje, mas com outras roupagens
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 486 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de outubro de 2024
Sinopse:
Antigas cartas de sua irmã Guida, há muito desaparecida, surpreendem Eurídice, uma senhora de 80 anos. No Rio de Janeiro dos anos 1950, Guida e Eurídice são cruelmente separadas, impedidas de viver os sonhos que alimentaram juntas ainda adolescentes. Invisíveis em uma sociedade paternalista e conservadora, elas se desdobram para seguir em frente.

Crítica:
"A Vida Invisível", dirigido por Karim Aïnouz, é uma obra que retrata a complexidade das relações familiares e a busca por liberdade em um contexto sociocultural marcado por repressões. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1950, o filme narra a história de duas irmãs, Eurídice e Guida, cujas vidas se entrelaçam em uma trama de amor, dor e anseio por autonomia.

Uma das grandes qualidades do filme é a sua capacidade de evocar emoções profundas através de uma narrativa sensível. A cinematografia é deslumbrante, unindo elementos visuais que capturam a beleza e a opressão da época. A atenção aos detalhes, desde os figurinos até os cenários, transporta o espectador para um mundo onde os sonhos e as expectativas se chocam com a dura realidade.

As atuações são outro ponto alto. A presença de Julia Konrad e Carol Duarte, no papel das irmãs, é emocionante e convincente, refletindo a força e a resiliência de suas personagens. A conexão entre as irmãs é palpável, e suas jornadas individuais, embora dolorosas, são retratadas com uma delicadeza que humaniza suas lutas.

A presença de Fernanda Montenegro em "A Vida Invisível" é uma das grandes forças do filme. Ela interpreta a personagem de uma matriarca que encapsula a sabedoria e a complexidade das relações familiares. Embora seu papel não seja o principal, sua atuação é impactante e fornece uma camada de profundidade à narrativa.

Fernanda traz uma aura de experiência e gravitas que enriquece a trama. Sua presença evoca a história e a tradição que permeiam as vidas das irmãs, Eurídice e Guida. A personagem serve como um símbolo das expectativas sociais e do patriarcado, refletindo os desafios enfrentados pelas mulheres da época.

A maneira como Fernanda se conecta com os conflitos das filhas, mesmo sem palavras, é uma demonstração de sua maestria como atriz. Ela tem a capacidade de transmitir emoções intensas e sutis, fazendo com que o público sinta a dor e a luta de sua personagem. Seu olhar, sua postura e os silêncios carregados de significado são suficientes para comunicar a complexidade de uma mãe que ama e é ao mesmo tempo represora.

Sua atuação acrescenta um peso emocional ao tema central do filme: a busca por liberdade e identidade. A relação entre mães e filhas é frequentemente profunda e complicada, e Fernanda captura isso com delicadeza. Sua presença é um lembrete de que, mesmo em um mundo que pode parecer indiferente, as conexões familiares são cruciais.

Além disso, o filme aborda questões sociais relevantes, como a condição da mulher e a liberdade individual, fazendo ecoar reflexões que ainda são pertinentes nos dias atuais. "A Vida Invisível" não é apenas uma história sobre irmãs; é uma crítica ao patriarcado e à maneira como as sociedades muitas vezes silenciam as vozes femininas.

Karim Aïnouz consegue equilibrar a dor e a esperança, resultando em uma narrativa que, mesmo em seus momentos mais sombrios, sugere a possibilidade de resiliência e reconexão. O filme é, portanto, uma celebração da vida e da procura pela identidade, em meio a um mundo que frequentemente busca invisibilizar.

Em suma, "A Vida Invisível" é uma obra que merece ser vista e discutida, pois ressoa profundamente com qualquer um que tenha experimentado a necessidade de amor e liberdade. É um conto tocante que nos lembra da importância de amplificar as vozes que muitas vezes permanecem à margem.
Thiago Ferreti
Thiago Ferreti

10 seguidores 270 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 13 de junho de 2024
Infelizmente filmes brasileiros sempre tem nudez desnecessária. Nesse caso a vulgaridade está presente em diversos momentos sem o menor nexo. A história é boa mas é lenta demais . Entendo que o ritmo era esse mais exageraram . Filme fraco. A participação de Fernanda Montenegro ( mesmo que por pouco tempo) é ótima.
Murilo Henrique De Benevides
Murilo Henrique De Benevides

1 seguidor 29 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de julho de 2023
Filme tocante de duas irmãs que mesmo separadas, mantém seu amor fraternal unido, ao fundo o machismo que nos permeia até hoje, mas muito mais corte na decada de 40 e 50. O destaque para mim é o Gregório, consegue tirar a capa de humorista e entregar uma excelente atuação dramática, me supreendi. É um filme realmente de festival com um bom enredo, boa fotografia, atuação, música, tudo.
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de junho de 2022
Um filme marcante, sensível , tocante.!! Um dos melhores nacionais que já vi na vida! retrata bem a mulher dos anos 50 , que não pode sonhar , não pode ousar , não pode errar! A solidão, o machismo, o preconceito , o egoísmo! O orgulho., que fazia parte das famílias e da sociedade da época! O filme mostra muito do que acontecia naqueles tempos..! uma época que tinha encantos , mas também muita ignorância.. A direção de arte é fantástica, elenco primoroso! .., Muito bem dirigido, com um roteiro contagiante, simples, chocante e muito humano!..fiquei imaginando , quantas Euridices e Guidas existiram!! E ainda existem!.. e o final , com Fernanda Montenegro é simplesmente maravilhoso! Lindo! é um filme que levarei pra vida!
Tathianna Cinema
Tathianna Cinema

2 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de novembro de 2021
A vida Invisível

Brasil, 2019

Eurídice e Guida são duas irmãs na faixa dos 18 anos que vivem com os pais portugueses no Rio de Janeiro dos anos 50.
São muito companheiras e cúmplices.
Eurídice, a mais nova é romântica, madura e sonha em ser pianista. Guida, a mais velha é passional, impulsiva e almeja conhecer o mundo ao lado daquele que acredita ser seu grande amor.
A sociedade machista em que vivem as impede de realizar desde seus desejos mais prosaicos aos mais ambiciosos.
O destino implacável e cruel com as irmãs, as separa na flor da idade; com a ajuda do pai machista e retrógrado e com a conivência da mãe submissa e omissa.
Eurídice e Guida seguem suas vidas, vivendo na mesma Cidade, em bairros próximos, sem suspeitar que estão perto uma da outra.
Eurídice acha que Guida vive bem casada na Grécia e Guida pensa que Eurídice é uma pianista de sucesso residente em Viena.
Toda essa mentira é arquitetada pelo pai com o consentimento da mãe.
Eurídice na verdade é casada com o pretendente escolhido pelos pais e tem seus sonhos constantemente frustrados; agora pelo marido. Vive uma vida razoável e covencional, muito distante das aspirações de outrora.
Guida tem uma vida dura de mãe solteira, cercada de hostilidades e preconceitos, muito longe dos anseios de desbravar o mundo.
Em comum as duas tem o forte desejo e determinação de se encontrar novamente.
Nutrem um amor genuíno uma pela outra, que de certa forma as mantém de pé e confiam num porvir melhor, ainda que quase todos ao redor as desestimulem.
Escrevem cartas uma pra outra na expectativa de que um dia sejam lidas e que elas possam finalmente se encontrar e se envolver num lindo, terno e longo abraço. Mas o tempo impiedoso as distancia cada vez mais desse intento.
A vida das duas é angustiantemente próxima, mas ninguém se vê. Estão invizibilizadas pelas tristes circunstâncias e tramas do destino.
Os anos se passam e nada parece se alterar.
Vem filhos, netos, mudanças, perdas e ganhos.
O término comovente e delicado, nos remete aquele velho ditado de que a esperança é a última que morre.
Fabricio Menezes
Fabricio Menezes

27 seguidores 184 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de dezembro de 2020
Não consegui nem terminar. Que filme chato! Arrastado, com algumas cenas que parecem mais tiradas de uma peça de teatro do que de um filme, apelação pra sexo e gritaria desnecessários. Começa muito bem com a paisagem linda do Rio de Janeiro, a dinâmica das irmãs no início também prometia uma história envolvente, mas não é isso que acontece. O roteiro fraco e os atores medianos estragam toda a experiência e o filme é um dos mais monótonos que assisti no ano. Com 1 hora de duração eu parei. Não assistam!
Cleibsom Carlos
Cleibsom Carlos

18 seguidores 220 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de agosto de 2020
O filme não passa de um bom dramalhão mexicano e nem de longe merece os elogios exagerados que recebeu da crítica. Até o momento é o ponto mais baixo na carreira de Karim Ainouz.
Gabriel Meneguzzi
Gabriel Meneguzzi

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 12 de maio de 2020
Não assiti nem 10 minutos, o de sempre na maioria dos filmes nacionais, cenas MUITO apelativas e sem nexo nenhum, falhas em cortes, tudo isso em 10 minutos...
Claudio Noronha
Claudio Noronha

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de maio de 2020
Orgulho do cinema brasileiro! Filme sensível e crítico. Caminha feito poesia ao som do piano de Eurídice.
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