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É inegável que o elenco de Valor Sentimental é brilhante, com atuações contundentes e equilibradas. Os diálogos são bem construídos, mas sinto que a ausência paterna pareceu um fiapo e insuficiente para justificar os profundos abalos na vida de Nora. A metalinguagem ao final de Valor Sentimental pode comover, mas me pareceu bem previsível, uma vez que Joachim Trier já tinha usado tal recurso na cena em que Nora participava de um ensaio ...
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Muita cara de pau colocar o Kieran Culkin como coadjuvante na temporada de prêmios, quando sem dúvida alguma ele é o protagonista deste filme. A atuação é brilhante, de fato. Talvez soe semelhante ao personagem Roman de Succession, mas algumas nuances de Benji convence que Culkin de fato fez um bom trabalho. Jesse Eisenberg me parece ser melhor roteirista que ator e diretor, e nos contempla com um filme muito bem escrito.
Rogue One já era um grande filme da franquia Star Wars, mas certamente ganhou maior relevância depois da excelente série Andor.
Lady Bird é um filme adolescente dedicado aos adultos. Os diálogos são interessantes, a família meio bizarra, mas se ama a seu modo. As dores de Lady Bird são comuns à sua idade, assim como sua relação conflituosa com a mãe. Talvez eu não tenha amado mais o filme porque ando velho demais.
Gosto sempre de revisitar filmes que vi há muitos anos para saber como o longa envelheceu perante o mundo e à minha concepção pessoal. Moonlight continua brilhante e muito contundente sobre a realidade social dos negros das periferias dos EUA. Se antes eu sentia falta de um desfecho mais sexual (rs) entre Chiron e Kevin, hoje penso que faz sentido a delicadeza apenas de um abraço carinhoso entre eles.
Pecadores é bom filme, intercalando momentos de puro entretenimento, e outros com discurso anti-racismo que se faz necessário. A trilha sonora é fantástica e os cantores afinadíssimos. Me incomodou a atuação de Michael B Jordan sem camada entre os irmaos gêmeos, o que dificultava a distinção entre um e outro. O excesso de didatismo (flashback) no último ato subestimou a capacidade de percepção do público, o que poderia ser facilmente evitado.
Um filme delicadíssimo sobre amores que duram anos, mas nunca se dissipam. Os atores são ótimos e os diálogos são muito bem construídos, resultando em boas risadas, constrangimentos e aquela sensação de já ter vivido algo semelhante alguma vez na vida.
Acho que me rendi à série do Rian Johnson, cujo diretor/roteirista respeito bastante e fez o único decente filme da nova trilogia de Star Wars. Vivo ou Morto é menos engenhoso do que o primeiro filme da série, mas segue rindo de si mesmo e com o tal detetive que não investiga nada. Neste, aliás, Benoit Blanc (Daniel Craig) convida um suspeito a ajudá-lo! rs. Sensacional.
Delicadíssimo filme de Spielberg sobre seu amor ao cinema e os conflitos domésticos que, talvez, atormentaram um dos maiores diretores de cinema da história por toda a vida. Os Fabelmans é um tipo de filme que abraça ao criar tramas duras, mas sem escorregar no dramalhão. Michelle Williams mais uma vez faz um trabalho gigante e é a grande estrela do filme.
A Vizinha Perfeita não é um simples caso de implicância entre vizinhos, mas um microcosmo dos graves problemas sociais enfrentados pelos EUA. Está tudo lá: racismo, lei bizarra de proteção patrimonial, acesso fácil à arma de fogo, etc. Susan Lorincz, a "vizinha perfeita", mesmo com visíveis problemas mentais, não foi incomodada pela polícia pelo fato de ter uma arma dentro de casa. Um documentário importante para fazer luz a todos ...
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A morte estranhissima de Edmond Safra expõe uma trama intricada com falhas na investigação, negligência em atender os pedidos de socorro, um banqueiro paranóico com a possibilidade de ser assassinado pela máfia russa, uma esposa com um histórico suspeito e um enfermeiro acusado de matar o bilionário Safra. Em 1h30 Hodges Usry nos apresenta um menu de suspeitos, inúmeras reviravoltas e uma boa edição para manter a audiência atenta com ...
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Embora tenha achado um pouco caricata a maneira que os fotojornalistas são mostrados nesse filme, futuro distópico de Guerra Civil é interessante quando expõe o risco de ter governantes que não respeitam a constituição de seu país. Contudo, o longa não se propõe a fazer um amplo e pertinente debate político, deixando apenas subentendido as razões que desencadearam a guerra. Ponto positivo para as atuações de Kirsten Dunst, Wagner ...
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O curioso western de Erico Rassi é majoritariamente masculino, alcoólatra e deprimido. Mulher neste filme raramente aparece, mas está sempre por trás das atitudes dos homens, seja em atos de vingança ou por isolamento social. Design de produção busca sempre mostrar esses homens muito sujos e em ambiente de insalubridade (seria um elogio às mulheres e a consequência ao que acontece com os homens sem sua presença?), com paisagens árida e ...
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George Lucas andava deslumbrado demais com o CGI, o que o fez usá-lo de forma exagerada. De maneira geral, o prólogo da saga de Star Wars é muito bom e nos apresenta o excelente personagem Darth Maul.
Esse filme é uma aglomeração de gente estranha, com uma trilha sonora chata, mas diálogos interessantes, boas atuações e algumas piadas que funcionam bem. Uma vez que os personagens de Os Rejeitados sejam caracteristicamente intragáveis, com exceção da cozinheira Mary, é esperado que o longa funcione bem depois de pegar no tranco. Destaco que o figurino e o design de produção são impecáveis, criando um convincente início dos anos 70.
Bobagem acusar Uma Batalha.. de excesso de "lacração". O longa apenas reproduz uma realidade cada vez mais naturalizada nos EUA atual. Fosse anos atrás, poderíamos estar falando de um filme distópico, mas a realidade dos EUA tem competido brutalmente com a ficção. Sean Penn está um espanto como o coronel Steven J. Lockjaw, marcando um dos seus melhores trabalhos desde Milk. Já Paul Thomas Anderson entregou um dos melhores filmes de 2025 ...
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São muitas reflexões que Frankenstein de Del Toro nos proporciona nessa interessante e bonita adaptação ao livro de Mary Shelley. A ambiguidade que quase soa maniqueísta entre as personalidades de Victor e sua invenção é curiosa por uma hábil construção de roteiro que, aos poucos, esclarece quem realmente é o monstro na história. Uma pena que o excesso de GCI de baixa qualidade e um design de produção e maquiagem pouco criativos ...
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É curioso que, mesmo com o personagem homônimo de Jay Kelly ter uma história de vida densa com seu sucesso profissional, mas absoluto fracasso nos relacionamentos com familiares e amigos, o longa não consegue elaborar uma boa história com os argumentos que possui, resultando em um filme bastante superficial. Tudo é muito mal dirigido; falta entrosamento no elenco, as histórias com as filhas são desinteressantes, o agente Ron (Adam ...
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Compreendo a frustração de muita gente que viu o filme, mas é necessário que se busque uma reflexão profunda dos objetivos da diretora e do roteiro. Casa de Dinamite foi feliz ao elaborar com competência um ambiente de absoluta tensão mediante a gravissima ameaça que estava prestes a acontecer. Essa tensão não seria a mesma se todos os atores, mesmo os de participação modesta, não tivessem trabalhado com tanta competência e ...
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Sonhos de Trem é um filme sem pressa. A depressão causada por um grande trauma na vida do lenhador Robert Grainier (Joel Edgerton) o atormenta por toda a vida, reforçada por pesadelos ou delírios em momentos de enfermidade. A delicadeza da fotografia de Adolfho Veloso parece pintar a tristeza de Grainer em tela em recursos como câmera na mão, ou por imagens abertas das florestas do Idaho. Belíssimo filme em imagem e roteiro.
Um filme divertido com roteiro bastante engenhoso, cheio de peças soltas que o diretor amarra de maneira engraçada e sem constrangimento de soar novelesco e teatral. Entre Facas e Segredos é inverossímil em vários momentos, como por exemplo o detetive mambembe que consegue resolver um caso de assassinato/suicídio de altíssima complexidade apenas com elucubrações. Talvez seja esse o legal desse filme: não se levar tão a sério.
Impossível ver A Hora do Mal e não lembrar das crianças vítimas da brutalidade de atiradores nos EUA - um rifle gigante aparece em certo momento do filme. A Hora do Mal entrega pavor e tensão na medida certa, sem cair na armadilha de causar sustos gratuitos. Talvez se eles soubessem o sucesso que Amy Madigan (Aunt Gladys) faria, certamente a personagem teria mais tempo de tela.
Filme chapa branca, atuações deprimentes (inclusive do ganhador do Oscar) e maquiagem tosca. Freddie teve uma vida muito interessante e mereceria não só um filme a sua altura, mas uma série poderia ser mais fiel a esse personagem do rock. Bohemian Rhapsody é um mero rascunho que jamais deveria ter sido lançado.
Sensação de ter visto esse filme várias vezes, como se fosse uma velha fórmula. As músicas são apenas okay, as atuações idem. O design de produção é bem elaborado, assim também como os figurinos. Ponto negativo para os efeitos visuais do filme, um tanto mambembe.
Só tenho a agradecer a Sean Baker por ter me proporcionado um filme tão divertido como esse. Anora é uma comédia divertidíssima que não se constrange com absurdos, e sabe ser sensível quando o conto de fadas acaba. O elenco é primoroso: Mark Eydelshteyn como o mimado Ivan está perfeito, enquanto Yura Borisov, o capanga Igor, sabe equilibrar com competência doses de sensibilidade e brutalidade na hora certa. Filmaço.
Uma pancada brutal sobre o que é o ser humano em seu lado mais cruel e selvagem. Uma obra prima do cinema argentino.
Boas músicas e uma atuação simpática de Timothée Chalamet, o que mostra que ele de fato é um dos destaques de sua geração. Hugh Grant como Oompa Loompa e Rowan Atkinson (o eterno Mr. Bean) como padre Julius estão ótimos.
Uma reflexão importante sobre a morte e eutanásia. Não é um dos melhores do Almodovar, mas o recado foi dado com delicadeza. Muito legal ver Julianne Moore e Tilda Swinton com figurinos e maquiagens típicas do diretor espanhol, além de atuar com maestria em um roteiro dele.
Um filme muito triste sobre o crescimento da pobreza e desigualdade social nos EUA, o que pressiona vários americanos a morarem em carros por causa do alto custo da moradia e a insuficiente previdência social daquele país. Um debate sobre etarismo importante e a falta de perspectiva de milhares de pessoas que perderam emprego naquele país. Ponto positivo para uma primorosa fotografia, com paletas frias e enquadramentos expansivos para ...
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Talvez a atuação sem vigor e criativa de Rachel Zegler tenha contribuído para o fracasso de Branca de Neve. Já os sete anões, desta vez não mais creditados como tal, infelizmente são meras criaturas digitais sem vida e carisma. As músicas são boas, os cantores são afiados e Gal Gadot teve minha simpatia numa atuação contida e evitando ser caricata.
Uma ode à Recife e a cultura pernambucana que muito agrada de assistir, embora não passe pano para absurda violência da cidade e do Brasil. Poderia ser um pouco mais curto, mas Kleber opta por manter várias referências e reverências a tudo o que ele admira no cinema e lamenta no campo social. A consequência seja um filme um pouco arrastado até o segundo ato, mas o terceiro e último é ágil, tenso e com direito a algumas interessantes ...
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Achei interessante o recorte de Petra entre apocalipse, evangélicos e a influência política desse segmento na sociedade, porém achei um pouco exagerado usar o Malafaia como se ele fosse o evangélico mais poderoso e influente do Brasil, embora seja o mais próximo a Bolsonaro.
Elenco competente, fotografia refinada, boa direção e um roteiro estranho. Por onde anda Marte nesse filme, afinal? Estranho que a tal missão seja meramente secundária no filme, com o roteiro dedicado a aprofundar as agruras vividas por essa comum família de classe media baixa brasileira. Dramas envolvendo alcoolismo, pouco dinheiro e muito sonho de mudar de vida estão todos lá, mas Marte é um mero figurante. Tudo bem ser, mas o filme ...
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É muito complicado resumir em 2 horas a historia de um artista com mais de 50 anos de carreira e acho que Homem com H até tenta fazer esse resumo de maneira equilibrada, mas é dificil evitar uma história corrida e picotada. É o mal dos filme biográficos e Homem com H não é muito diferente. Jesuíta Barbosa é um primor com atuação consistente e completa, já Jullio Reis (Cazuza) não convence e soa bastante fora do tom de quem realmente foi Cazuza.
A história do robô que descobre o amor. Já vimos tanto isso, não?! O filme só começa a dizer a que veio a partir do segundo ato, antes disso é sonolento e repleto de chavōes. Robô Selvagem é uma velha fórmula que deram uma sacodida na poeira para aparentar novo.
Uma interessante e criativa fábula sobre vaidade autodestrutiva, etarismo e exploração da indústria da beleza.