Andre Belarmino Comercial
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Pearl
Pearl
5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2023
"Pearl' - Impossível tirar os olhos da tela.

Eis que o filme "X" virou franquia. Um novo capítulo chamado "MaXXXine" já está em produção.
O primeiro filme ( "X") já mostrava força de vontade em ser algo diferente e bem acabado, ainda que não chegasse a perfeição; "Pearl" , que narra acontecimentos (muito) anteriores avança o conteúdo e a forma.
Pearl é uma jovem cujo marido está no exterior em batalha na Primeira Guerra Mundial (o filme se passa em 1918) e que mora na fazenda dos pais ao lado da mãe ( que é perversa como revanche por tudo o que a vida lhe tirou) e do pai inválido que, sem poder falar, no meio do filme passa a assistir todo o horror que a filha vai causar sem poder emitir sequer um som.

É impossível tirar os olhos da tela, seja pela performance de Mia Goth (realmente magnética) ou pelo enredo que te deixa SEMPRE à beira da cadeira com medo de algo que possa vir a acontecer - o expectador "sente" a intenção de Pearl ao levar o pai para um passeio no lago muito antes da sequência acontecer (até mesmo a Crocodilo Theda, batizada em homenagem a atriz Theda Bara). E o público SENTE que algo está por vir não por o roteiro ser previsível e sim pelo clima de "vai terminar mal" que o filme apresenta desde seus primeiros minutos.
O primeiro filme se passava durante uma gravação de filme pornô e o assunto perpassa aqui (a projeção dos primórdios do pornô é fascinante).
A maior qualidade do filme é te manter interessado 100% do tempo; vou repetir : é impossível tirar os olhos da tela.