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Morbius
Morbius
1,5
Enviada em 13 de maio de 2022
Um Drácula moderno e sem brilho.

Assistimos MORBIUS, e meus amigos, que decepção!

O novo longa da Sony que tinha tudo pra ser o grande "boom" desse universo que a Sony quer construir com o universo do Homem aranha, foi mais uma tentativa falha, e isso já se vê nas sessões, que ficaram longe da lotação. O filme conta a história do Dr. Michael Morbius que sofre de uma doença sanguínea grave, ele que faz amizade com um jovem que sofre do mesmo problema, e por conta da sua inteligência super dotada, dedica sua vida à encontrar a cura, mesmo que pra isso, ele tenha que misturar o seu DNA com o de morcegos.

O diretor do longa, Daniel Espinosa em nenhum momento do filme consegue achar o estilo do protagonista, Michael Morbius consegue ser um personagem confuso, mesmo com uma história rasa e fraca, a parte dele como criança é antipática e não tem a intensidade necessária para que nós, possamos “comprar” a dor do protagonista e seu melhor amigo (acho que se deve em parte aos atores mirins, achei ambos bem fracos, mas são jovens e com certeza deslancharam nas suas carreiras).

E para provar que o filme tem problemas do começo ao fim, outro grande desastre do filme é sua batalha final. que é totalmente sem emoção, só para vocês terem uma noção, eu só percebi que aquela era a batalha final porque o filme acaba na sequência.

Particularmente, posso dizer que o “vilão” do filme foi a melhor coisa do longa, apesar da fraca construção do personagem e de sua antipatia em vários momentos, a entrega do ator Matt Smith, fez com que a gente “passasse um pano” pra ele.

O filme muda de ritmo muitas vezes, e a impressão que fica, é que depois de um tempo eles viram o cenário todo da produção e pensaram: “caraca, o filme já tá com 1 hora e meia, a gente precisa acabar ele, vamos agilizar”.

Ps: E para terminar de acabar com o filme, durante quase todo ele, a polícia fica atrás do Morbius, sem conseguir achá-lo, não sabendo onde ele está, e aí no final, descobrirmos que ele estava com o CELULAR o tempo todo no bolso, acompanhando ele. quando ele usa o celular nessa cena, eu só conseguia pensar: "PQP!"