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Essa foi uma das surpresas mais agradáveis que já tive nesse ano de 2022.
Trata-se de um filme para um público restrito, mais especificamente para aqueles que sabem apreciar uma obra cadenciada e cheia de simbolismos.
Sem dúvidas, é o melhor longa de Marcus Dutra (diretor de O Som ao Redor e Trabalhar Cansa). Nessa obra, podemos notar o desapego evidente de questões sociais e a imersão por completa ao gênero de suspense e terror sobrenatural, com claras referências aos grandes clássicos como O Iluminado. Tal relação, pode ser vista em todo o processo de "embalsamento" do personagem principal, além da sua caracterização e a presença de certos elementos como as crianças sinistras. Além deste, citemos ainda toda a atmosfera criada a respeito da ascendência de JR, que faz um paralelo ao conto O Horror de Dunwich de H.P Lovecraft e até mesmo Hereditário.
Um aspecto muito interessante, é a adição de elementos de lendas nacionais como o boneco Fofão, a personagem que externaliza a crendice brasileira e a falta dela no sobrenatural, dentre outros.
A direção de som é maravilhosa, aproveitando-se bem do silêncio e dos gritos de um insano, apresentado precocemente no filme.
Sandy possui uma atuação boa e é uma soma fabulosa para a trama. Por ser conhecida pela atmosfera meiga e doce, ao se colocar com essas mesmas características em um contexto totalmente profano, nos gera um desconforto e medo extremamente agonizantes. Pois como já dizia o mestre Edgar Allan Poe: Nada é mais assustador do que a morte do que é belo.
Trata-se de um filme para um público restrito, mais especificamente para aqueles que sabem apreciar uma obra cadenciada e cheia de simbolismos.
Sem dúvidas, é o melhor longa de Marcus Dutra (diretor de O Som ao Redor e Trabalhar Cansa). Nessa obra, podemos notar o desapego evidente de questões sociais e a imersão por completa ao gênero de suspense e terror sobrenatural, com claras referências aos grandes clássicos como O Iluminado. Tal relação, pode ser vista em todo o processo de "embalsamento" do personagem principal, além da sua caracterização e a presença de certos elementos como as crianças sinistras. Além deste, citemos ainda toda a atmosfera criada a respeito da ascendência de JR, que faz um paralelo ao conto O Horror de Dunwich de H.P Lovecraft e até mesmo Hereditário.
Um aspecto muito interessante, é a adição de elementos de lendas nacionais como o boneco Fofão, a personagem que externaliza a crendice brasileira e a falta dela no sobrenatural, dentre outros.
A direção de som é maravilhosa, aproveitando-se bem do silêncio e dos gritos de um insano, apresentado precocemente no filme.
Sandy possui uma atuação boa e é uma soma fabulosa para a trama. Por ser conhecida pela atmosfera meiga e doce, ao se colocar com essas mesmas características em um contexto totalmente profano, nos gera um desconforto e medo extremamente agonizantes. Pois como já dizia o mestre Edgar Allan Poe: Nada é mais assustador do que a morte do que é belo.