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Com elenco de primeira classe esse é um daqueles filmes que deixa o espectador com raiva de ter pagado entrada no cinema e com muita vontade de sair antes de terminar. O roteiro faz uma confusão tremenda entre máfia russa, polícia corrupta e o clichê de um novato ingênuo que fica todo enrolado em uma trama que se desenvolve na periferia de uma grande cidade. Achando que não bastava, o roteirista bêbado ainda fez questão de incluir um ingrediente inconciliável: os bandidos são, na verdade, membros do exército que lutaram várias guerras para defender seu país, o que torna todos os personagens no final das contas e, ao mesmo tempo, bandidos e mocinhos. Mesmo ruim o roteiro contou com produção generosa, provavelmente, devido ao sucesso do Diretor em seu filme anterior “Os Infratores”, de 2012 e que tem o excelente Tom Hardy na pele de um contraventor vendedor de whisky caseiro na época da Lei Seca, porém nesse caso o Diretor não conseguiu posicionar a câmera no lugar certo e sequer a explodir um carro de modo a parecer de verdade. Direção de estagiário e um roteiro sofrível, mas o que irrita mesmo, algo por sinal incompreensível, foi a preferência por cenas rodadas na escuridão, onde não se enxerga o que acontece, tudo bem ruim.