Cecéu Carvalho
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House of Cards
House of Cards
5,0
Enviada em 28 de dezembro de 2020
Os Estados Unidos, pelo menos entre as assim chamadas grandes potências ou relevantes, é o país mais violentamente conservador, hipócrita e moralista. Quem viveu lá, como eu, sabe que esta afirmação não é exagerada ou tendenciosa. No cinema isso fica claro nas cenas de sexo em que os atores transam cobertos por lençóis ou cobertores e o ato é pateticamente fake, diferente dos filmes europeus, onde a nudez frontal é mostrada sem escrúpulos e até levanta a dúvida se o sexo não teria acontecido mesmo em vez de apenas a encenação de tão realista que é.
Foi essa cultura asquerosa que baniu o extraordinário ator Kevin Spacey por assediar... homens. Há uma enorme e óbvia diferença entre o assédio masculino e o feminino. Enquanto este leva em consideração a fragilidade física da mulher, o primeiro não tem esse argumento, ainda mais se tratando de um homem de meia idade, sem maiores atributos físicos, assediando jovens bombados.
Perdemos todos que valorizam atores brilhantes. Não há nenhuma chance de que eu venha a continuidade da série sem Kavin Spacey, mesmo com a fantástica Robin Wright, com quem formava um par perfeito.