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Pryce está inacreditável como Bergoglio. Hopkins está idêntico, nas Pryce parece incorporado. Foi otimamente captado como o Papa Francisco é diferente dos outros papas, que parecem seres arrebatados, intocáveis, feitos agora de outro material extraterreno. Francisco é um homem o cúmulo do comum. A personalidade interpretada por ele é de uma humanidade e humildade comoventes e inspiradoras. Uma consequência disso, por exemplo, é quando ele (liberal e contestador), se despede de Bento no Vaticano, rumo ao aeroporto, e é quase possível sentir Bento ( o frio e conservador) com o coração apertado.
O filme é gracioso e poético, sensível como seu diretor, não podia ser de outro jeito. Mas é isso, poético e ingênuo. Papa Bento ficou bonzinho. (Será que foi o próprio Papa Francisco que ajudou Meirelles a construir a personalidade desse Bento?) . E não há qualquer menção séria às politicagens envolvidas no papado. E os casos de abuso sexual cometidos dentro da igreja e acobertado pelos papas são mencionados de maneira muito rápida e suave. Era pra ser um filme bonito, não uma denúncia, e, enfim, ficou mesmo bem bonito.
O filme é gracioso e poético, sensível como seu diretor, não podia ser de outro jeito. Mas é isso, poético e ingênuo. Papa Bento ficou bonzinho. (Será que foi o próprio Papa Francisco que ajudou Meirelles a construir a personalidade desse Bento?) . E não há qualquer menção séria às politicagens envolvidas no papado. E os casos de abuso sexual cometidos dentro da igreja e acobertado pelos papas são mencionados de maneira muito rápida e suave. Era pra ser um filme bonito, não uma denúncia, e, enfim, ficou mesmo bem bonito.