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Uma grande história real, com grandes protagonistas, Hollywood possivelmente transformaria num épico. Mas o diretor latino claramente decidiu pelo caminho do realismo. Afinal não é um épico, um épico tem heróis, e na história real não teve. Nenhum dos protagonistas foi líder de um grande movimento social ou rebelde entre os prisioneiros, e não há nenhuma tentativa de romantizar os 12 anos de solitária ou traduzir isso para uma grande lição. O filme mostra o que foi, uma solidão interminável. A atriz que faz a mãe de Mujica, não sei se ganhou algum prêmio nesse filme, mas merece. Ela está presente nas cenas mais emocionantes. Trilha sonora bem densa também, deu o toque de profundidade que precisava, então acho que esse instrumento deveria ter sido mais utilizado, pra tirar um pouco do tédio e nos levar novamente pra emoção, porque a história é forte, merecia isso. Não dou 5 estrelas porque é um pouco cansativo em alguns momentos. Não sei se foi proposital pra tentar passar pro espectador a sensação de que o tempo não passa dentro de uma solitária, mas, ainda assim, é preferível tentar transmitir isso produzindo alguma angústia, em vez de canseira no espectador. Espectador não pode ficar cansado com o filme independente do assunto. Ótimo filme.