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História real belíssima. Glória a Deus não foi desperdiçada sendo filmada por um diretor sem sensibilidade artística. Não há o menor sinal de sensacionalismo, de exploração da condição doente da personagem. O que mostra é uma mulher doce, inteligente, prática. E, embora a personagem não resmungue, em absolutamente nenhum momento, de sua condição, o filme não cai na armadilha de querer diminuir sua real fragilidade física. Pelo contrário, mostra bastante isso, mas como um fator coadjuvante perto da grandeza de sua determinação calma de seguir em frente. A caracterização e interpretação pessoal de Sally Hawkins estão estupendos. Hawke também está ótimo. Dosagem perfeita nos diálogos, nas reações,
sem fakes, sem cenas teatrais estapafúrdias. Filme encantador e envolvente do começo ao fim.
sem fakes, sem cenas teatrais estapafúrdias. Filme encantador e envolvente do começo ao fim.