Carlos Henrique S.
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3,5
Enviada em 19 de março de 2020
Não é novidade à ninguém que o tema religioso é bastante presente nas obras de Darren Aronofsky,depois do pessimista Réquiem For a Dream,,o diretor oferece uma obra mais otimista e consoladora sobre a morte.É um filme com um tom poético,é inegável que o Aronofsky oferece uma obra intimista eu diria,aqui vemos um olhar consolador para quem já sofreu com alguma perda.A história é um drama/romance onde acompanha 3 gerações de um casal que se passa em uma linha do tempo ficcional no século 16,uma na atualidade e outra no século 26 e em todas Tom tenta salvar sua amada.É um filme poético que fala sobre amor é perdas,os personagens possuem profundidade em especial o Tom da atualidade que busca uma cura para o câncer da esposa e que perde tempo com isso ao invés de poder conviver mais com sua amada.O ritmo empregando no longa é por vezes lento e não se apressa,apesar do tema tratado ser de suma importância nos dias de hoje,talvez o roteiro tenha pecado um pouco quando parte para o século 16 que se perde bastante e desprende do que importa além de em certos momentos se enrolar no que tenta passar.Pirem as boas atuações levantam essas derrapadas com uma Rachel Weisz e Hugh Jackman com uma boa química e atuações que emocionam.A trilha sonora do Clint Mansell é muito boa,bem sutil e os efeitos visuais são inovadores por não usar CGI e sim experiências químicas feitas em um laboratório com o objetivo de não torná-los atemporais.The Fountain é um bonito exercício sobre as difíceis despedidas e um pensamento positivo sobre a morte é mesmo que se perca em certas partes,ainda é um bonito filme.