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Impacto Profundo consegue conciliar muito bem os dois lados da moeda: ser o mais fidedigno com a realidade do problema científico e ao mesmo criar um enredo que não seja o contrário ou desagradável para o espectador que seria o encerramento com um extermínio do planeta, mortes, destruição, etc. Tem seus méritos, nada nesse filme desagrada muito, o tempo passa rápido. A história pessoal da repórter e o drama de reportar o desastre é bem bacana. As histórias pessoais de cada personagem principal não se cruzam mas tomam seu rumo até o climax da história. Morgan Freeman dá a carta para a seriedade para a obra, passando como o personagem presidente por todos os momentos de comunicar um evento desses. Elijah Wood, o famoso ator teen dos anos 90, preenche o filme com um dos dramas de quem está sujeito a morte mas se compadece dos seus entes queridos. Não temos um drama exagerado nessa obra e nem tão pouco um ar de cientificismo repousando em cada cena. No balanço da obra acho melhor que o Armageddon, que fala especificamente só do asteroide e seus detalhes e o laço pessoal dos personagens era trabalhado demais na trama e assim ficava-se com a impressão de que o acidente da natureza ficava de 2° plano. Impacto Profundo é ainda muito citado como referência cinematográfica pelo pessoal do meio científico, por tentar ser mais impar e menos apelativo como produto blockbuster, servindo para elucidar o fenômeno de impacto de cometas/asteroides. Talvez o unico pequeno defeito é não dar muitos detalhes sobre os abrigos de sobrevivência debaixo da terra, mas, com o encerramento da história, isso se torna um detalhe menor.