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4,5
Enviada em 4 de janeiro de 2025
Sean Baker tem essa coisa de explorar os marginalizados sexuais. Prostitutas, travestis e atores pornôs são figuras carimbadas em seus roteiros. Mas sempre com aquele toque humanizado que só ele sabe dar.

Anora não é diferente. Essa personagem sensacional - muito se deve a incrível atuação - nos faz vibrar torcendo por ela e também nos identificamos com ela estando do "lado mais fraco da corda que arrebenta". Por ser um filme sobre jogo de poder, vemos o quanto estamos muito mais acuados e próximos da prostituta sem perspectiva de vida do que dos grandes magnatas mundiais. Até mesmo seus funcionários estão mais próximos da prostituta do que os próprios patrões. Para eles, somos, de fato, apenas peões pra se divertir e ser sacrificado quando convir.

O que mais gostei no filme é como ele explora essa ideia de um jeito muito leve, que você mal vê o tempo passar. Se puder dar spoilers de emoções, posso dizer que você vai rir, sentir muita raiva, muita agonia e por fim vai chorar. A edição e a fotografia também são pontos de destaque que contribuem imensamente para cravar Anora como mais um sucesso desse diretor que tem sido um dos meus favoritos da nova safra.