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Cafarnaum é uma obra que reflete uma boa apuração e feeling. A diretora equilibra bem o caráter emocional do filme ao usar com harmonia e sutileza recursos como a música e cenas que escancaram a miséria da criança. Há tristeza, ódio, fome, desespero, superação e até mesmo o humor encontra seu espaço. Com a mesma habilidade ela cria o ambiente hostil que é a cidade onde acontece a história, percebemos a sujeira das ruas e sentimos a pobreza que paira por elas. A fotografia crua ajuda a criar essa atmosfera repugnante e a atuação do menino é incrivelmente realista, conseguindo nos convencer sobre as consequências que essas mazelas podem trazer.
Falta fluidez a partir da segunda metade do filme, tanto nos diálogos truncados, quanto na narrativa que se repete e parece andar em círculos por um bom tempo. Essa barriga traz um problema sério de ritmo, mas não compromete pela montagem que aos poucos, através de flashbacks, nos entrega fatos pertinentes para acompanhar o presente da trama.
Falta fluidez a partir da segunda metade do filme, tanto nos diálogos truncados, quanto na narrativa que se repete e parece andar em círculos por um bom tempo. Essa barriga traz um problema sério de ritmo, mas não compromete pela montagem que aos poucos, através de flashbacks, nos entrega fatos pertinentes para acompanhar o presente da trama.