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O que faz um filme notório? É seu estilo? Ou a história que quer contar? Ou seriam os dois? Moonlight, do diretor/roteirista Barry Jenkins, tem uma bela história com personagens de alguma forma genéricos, em uma época genérica, mas com alguns pequenos traços… genéricos também. E isso é narrado através de uma estilo forte, que bate no enquadramento, bate na trilha sonora, bate na fotografia, mas em nenhum deles parece conseguir extrair significado dessa história. Perdido com diálogos óbvios e atores mecanizados, o que temos é um filme muito bonito, desses que quem gosta de “filme de arte” deve gostar, mas que não diz muita coisa ou se posiciona sobre nada.