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Nós
9.0
É inegável a expectativa depositada sobre Jordan Peele depois de conceber uma obra ímpar como Corra!. O jovem diretor prova mais uma vez fazer um cinema de autor, que discute temáticas relevantes tão quanto assusta.
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A algo muito atraente na forma como Peele conta suas histórias, o terror como ferramente de discurso. Se a discussão anterior era escancaradamente sobre o racismo, aqui ela ganha mais nuances. Existe uma nítida sofisticação na narrativa, ela foge muito do lugar comum que muitos acreditavam. É simplesmente impossível ter somente uma leitura dos signos criados aqui. O combate do eu, o conflito estabelecida contra a minha própria persona que desnuda uma outra vertente, que queremos e precisamos silenciar para pleno funcionamento de uma sociedade saudável. Segregação, luta de classes, são mais algumas alegorias possíveis. O longa é um convite a discutir alteridade em um coletivo doente.
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A direção brinca com o conceito de duplo com rimas visuais, é muita boa em criar um medo imagético do que está por vir. O texto é intrigante, muitos diálogos tem como função criar um presságio e aguçar a curiosidade. A trilha sonora complementa muito bem o filme, existe uma estranheza na melodia, uma peculiaridade que casa perfeitamente com a obra. O humor está aqui, algumas vezes parece deslocado e mal inserido, tirando um pouco de fluxo em algumas cenas.
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Lupita Nyong'o merece todos os elogios do mundo, uma performance multifacetada, ainda mais por viver dois personagens distintos. Como Adelaide é uma mãe afetuosa, protetora e corajosa, tão quanto visivelmente algo a perturba. Vivendo seu “alter-ego” abraça uma mudança drástica, uma personagem amedrontadora. Uma das melhores atuações desse começo de ano, ainda é cedo para dizer, mas merece correr na disputa pelo Oscar. Wiston Duke e Elizabeth Moss estão muito bem em seus personagens. O casal de filhos coadjuvantes compõe um ótimo núcleo.
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Nós é um terror inteligente e bem orquestrado. Nas mãos de um idealizador que nos presenteia com algo fora da zona de conforto do gênero. Instiga discussões e praticamente obriga uma segunda vista que promete ser ainda mais rica. É mais um grande acerto de um diretor que já é realidade, e que nos faz implorar por mais.
9.0
É inegável a expectativa depositada sobre Jordan Peele depois de conceber uma obra ímpar como Corra!. O jovem diretor prova mais uma vez fazer um cinema de autor, que discute temáticas relevantes tão quanto assusta.
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A algo muito atraente na forma como Peele conta suas histórias, o terror como ferramente de discurso. Se a discussão anterior era escancaradamente sobre o racismo, aqui ela ganha mais nuances. Existe uma nítida sofisticação na narrativa, ela foge muito do lugar comum que muitos acreditavam. É simplesmente impossível ter somente uma leitura dos signos criados aqui. O combate do eu, o conflito estabelecida contra a minha própria persona que desnuda uma outra vertente, que queremos e precisamos silenciar para pleno funcionamento de uma sociedade saudável. Segregação, luta de classes, são mais algumas alegorias possíveis. O longa é um convite a discutir alteridade em um coletivo doente.
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A direção brinca com o conceito de duplo com rimas visuais, é muita boa em criar um medo imagético do que está por vir. O texto é intrigante, muitos diálogos tem como função criar um presságio e aguçar a curiosidade. A trilha sonora complementa muito bem o filme, existe uma estranheza na melodia, uma peculiaridade que casa perfeitamente com a obra. O humor está aqui, algumas vezes parece deslocado e mal inserido, tirando um pouco de fluxo em algumas cenas.
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Lupita Nyong'o merece todos os elogios do mundo, uma performance multifacetada, ainda mais por viver dois personagens distintos. Como Adelaide é uma mãe afetuosa, protetora e corajosa, tão quanto visivelmente algo a perturba. Vivendo seu “alter-ego” abraça uma mudança drástica, uma personagem amedrontadora. Uma das melhores atuações desse começo de ano, ainda é cedo para dizer, mas merece correr na disputa pelo Oscar. Wiston Duke e Elizabeth Moss estão muito bem em seus personagens. O casal de filhos coadjuvantes compõe um ótimo núcleo.
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Nós é um terror inteligente e bem orquestrado. Nas mãos de um idealizador que nos presenteia com algo fora da zona de conforto do gênero. Instiga discussões e praticamente obriga uma segunda vista que promete ser ainda mais rica. É mais um grande acerto de um diretor que já é realidade, e que nos faz implorar por mais.