Lúcio T.
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Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo
Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo
3,0
Enviada em 3 de janeiro de 2017
Eis que surge o "Rocky Balboa" brasileiro nos cinemas, José Aldo e sua história e que história! Aldo levou mais nocautes da vida do que socos no ringue, assim como qualquer outra pessoa normal só que com uma cruz diferente (pois cada um carrega a sua, certo?). Só que Aldo apanhou, caiu e resolveu se levantar.....
Sempre é bonito ver como alguém consegue apanhar, apanhar e apanhar e se manter em pé, mesmo caindo. Seja na ficção ou baseado em fatos reais, é inspirador presenciar algo assim, é motivador. Aldo teve sempre o famoso "diabinho" em seus ombros, mas resolveu lutar até ganhar. Não o conhecia, apenas o básico, que ele era um "modafoca" campeão do UFC e ter esse material "abrindo" seu "diário pessoal" é de se emocionar. O relacionamento pai e filho foi parecido com o que tive e.....sim, lágrimas lusitanas rolaram pelo meu rosto barbudo.
E para contar a trajetória de um rapaz explosivo de Manaus para se tornar um campeão mundial, foi escolhido a direção de Afonso Poyart! Este que acerta na Fotografia e na Trilha Sonora, mas peca no excesso de câmeras lentas (contrariando o bom uso do slow motion em 2 COELHOS de 2012, sendo diretor e roteirista) e deixa certas situações confusas e sem explicações (como por exemplo, o "arqui-inimigo" de Aldo seria algo ao melhor estilo de o CLUBE DA LUTA de 1999? Ou como dois caras com portes nada atléticos conseguem perseguir um carro em alta velocidade?). Mas todos os "erros" na narrativa não atrapalha todo o enredo de superação. A trama não vai ganhar um Oscar, mas merece respeito.
O elenco está muito bem! O ator José Loreto nos entrega um José Aldo sofrido, cheio de raiva e ódio e ao mesmo tempo consegue ser carismático (e arranca suspiros do público feminino com seus músculos à flor da pele). Cléo Pires manda muito bem como a mulher que conquista nosso lutador, não demonstrando fragilidade nas horas mais tensas. Jackson Antunes já é um ótimo ator e nos entrega um ótimo personagem (o pai de Aldo). Cláudia Ohana tem em toda sua expressão a dor de uma mãe e de uma mulher. Milhem Cortaz é o melhor em cena, sendo um treinador focado em seu trabalho. A linda Paloma Bernardi (linda mesma), além de ter uma bela atuação, presenteia ao público masculino com seus belos dotes naturais (aiaiuiui). Temos também a presença do Rafinha Bastos que faz um personagem um pouco cômico.
A cinebiografia de um homem que ficou 10 anos sem perder o cinturão é bem relatada e já deve ter vários fãs e ganhar outros mais. O mais importante é o orgulho de ver o cinema nacional entregando algo digno de se assistir, por mais que esteja longe da perfeição, mas que estamos na direção certa...