Lúcio T.
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Invocação do Mal 2
Invocação do Mal 2
4,0
Enviada em 25 de junho de 2016
Lá está você, sentado, olhando fixamente à sua frente, seus olhos persistem no branco, não ligando ao barulho a sua volta, quando de repente, tudo vai ficando escuro, silencioso, sua visão vai de um cor para outra, lentamente cortejando agora o preto, você se sente sozinho, não há mais ruídos, não há mais o que você enxergar, um calafrio faz seus pelos se arrepiarem e sua mente pergunta: "será que foi apenas uma sensação? Estou mesmo sozinho?", seu coração acelera e de tão quieto, escutas cada batimento, mais calafrios nesta escuridão que te abraça, que te acolhe sem mesmo você desejar isso, então, para um conforto você questiona em voz alta: "tem alguém ai?" e nem o eco lhe é educado, você sente frio, você sente que não está sozinho, a cada arrepio é como se alguém lhe tocasse, lhe cochichasse em seus ouvidos, o pavor lhe toma, te possui como um leão na jugular de sua presa, não consegues mais se controlar e ai: "BU!". A luz acende..... É, não é fácil contar histórias de terror sem que caia no senso do ridículo, mas o diretor James Wan e sua equipe criativa conseguem entregar uma boa história sem se ridicularizar tanto neste filme quanto em seu antecessor, entregando algo satisfatório aos amantes de levar sustos. Com um inteligente plano de se filmar cada cena, o suspense é marcante e óbvio, fazendo o espectador esperar o susto que sabe que vai levar e quando o leva, ufaaa.....Bem ambientado, possui uma trilha sonora de arrepiar e com Efeitos Visuais caprichados que transformam o irreal em puro realismo e não tem vergonha de mostrar todo "mistério", dando "caras e bocas" aos seus "espíritos" que farão muita gente dormir de luz acesa por um período. Já a trama parte mais uma vez de relatos reais do casal Lorraine e Ed Warren (protagonistas muito bem interpretados por Vera Farmiga e Patrick Wilson), que realmente ficaram famosos no mundo paranormal, e este aqui foi mais um caso para lá de assustador, do qual a descrença quase fez tudo se perder. Só achei que algumas coisas, se de fato ocorreu, poderiam ser fáceis de contornar, por exemplo, se Lorrainde realmente possuía o dom de ver coisas, então seria muito mais fácil evitá-las, certo? E também, quando certa situação é colocada em xeque, o que a dá veracidade são testemunhas, e o que não falta neste enredo são elas. Recomendo assistir no cinema e só sei que hoje, eu já adulto, não temo monstros e derivados, mas esse lance de espiritismo sempre faz a minha conta de luz vir mais cara...