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Em um mundo do qual zumbis são um perigo constante, ser egoísta é sinônimo de sobrevivência, esqueça amigos, familiares e paixões, pois uma vez mordidos, você não passa de carne para tal seres. E o que se tem que fazer? Matar acertando lhes a cabeça? Elementar meu caro espectador! Fácil na teoria e difícil na prática, bem difícil (.....até porque mortos-vivos não existem.....ainda). Que abordagem interessante que tiveram o diretor Henry Hobson e o roteirista John Scott 3 (sim, ele tem um número em seu nome! Vai ver, ao invés de "neto" colocaram o numeral para simbolizar que ele é o terceiro em sua árvore genealógica.....mais uma das TEORIAS do Portuga.....). Não é um enredo de terror (o quê?????), tampouco temos litros de sangue espalhados pelo ambiente (no lo creo!) e dá para contar nas mãos quantos desmortos aparecem (morriiiii.....), mas é uma das melhores histórias que assisti sobre o gênero. O que temos aqui é um drama com certo suspense do qual a trama é lenta e que ajuda tanto na dramatização quanto você não saber o que te espera a seguir. A Trilha Sonora é também de grande ajuda nos dois gêneros, tendo tempo perfeito e a melodia correta. Com estes dois ingredientes (trama lenta e trilha sonora), é possível que você se veja em tal situação, tanto de um lado quanto do outro e martirizar-se por igual..... É apresentado zumbis como nos clássicos (os que andam e não são maratonistas) e isso ajuda no clima sombrio e cinza. A transformação não é de imediata e sim leva se semanas, daí talvez o porquê de não termos uma caralhada de defuntos andando pelas ruas atrás de cérebro e sendo assim, a epidemia é "controlada", tratada mais como uma doença sem cura e desconhecida (e até mostra todo o preconceito de pessoas diante doenças terminais). E que sacada ter como um dos protagonistas o nosso querido e simpático Arnold Schwarzenegger (não o conhece? Estas brincando né? Eu ficaria dias escrevendo sobre seus trabalhos...mas ok! Lembra da saga cinematográfica de Exterminador do Futuro com cinco filmes? Tirando o quarto, ele fez todos! Foi em 1984 - 1991 - 2003 - 2015! Atuou também em TRUE LIES de 1994, em O PREDADOR de 1987 e sua lista chega até hoje em 47 sendo grande maioria um sucesso!), pela primeira vez, ele interpreta um personagem que possivelmente não vá conseguir "salvar a pátria" e sofre mais que em todos os papéis que já representou (ele chora!!!!! E você junto com ele.....). Sou fã deste cara! A outra protagonista é a atriz Abigail Breslin (com 32 filmes em sua carreira até o momento, como ZUMBILÂNDIA de 2009, PEQUENA MISS SUNSHINE de 2006 e SINAIS de 2002) que manda muito bem em seu papel, mesclando o medo de se transformar com o terror de continuar viva. O restante do elenco está em perfeita harmonia. Temos alguns simbolismos durante a película, como o da morte, da tristeza e de tempos difíceis. Ponto positivo! Mas nem tudo é perfeito..... cometeram um erro grotesco que nem vou comentar qual é, vale você descobrir e me dizer. Achei que no inicio, a Fotografia estava meio ruim, mas conforme "o bonde andou", melhorou tendo até ótimos takes apresentou! E de quem?!?! De quem?!?!..... Do Arnold!!!!! E outra, mais um com DOIS títulos diferentes em português? Poxa.... O outro é MAGGIE: A TRANSFORMAÇÃO (que acho que faz mais sentido até). Tirando isso, vale e muito, se quiser ver uma inusitada versão destes "humanos" apreciadores de cérebro e carne, em seu primeiro drama cinematográfico apresentando uma estrela de filmes de ação em uma luta da mente versus o coração e que te coloca para reflexão sobre se é fácil ou não tomar uma decisão....digo: lágrimas cairão...