Lúcio T.
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O Último Concerto
O Último Concerto
4,0
Enviada em 13 de setembro de 2016
Nada nesta vida é perfeito, nada. Até mesmo em uma profissão da qual todos os integrantes precisam da perfeição para entregar resultados. Se foi o trabalho foi concluído com precisão, comemorar é necessário, mas melhor é ver se todos os seus parceiros estão da mesma forma, "impecáveis" psicologicamente..... Este é o contexto geral da obra cinematográfica do diretor Yaron Zilberman (que também assina o roteiro junto com Seth Grossman), da qual um quarteto de cordas que há 25 anos fazem carreira de sucesso pela perfeita harmonia, começa a ruir quando um dos integrantes anuncia poder deixar o grupo devido a doença de Mal de Parkinson. Bastou um problema para os demais virem à tona. Como a narrativa escolhida foi o foco dos quatro, os conflitos pessoais são tratados sem se aprofundar muito, apenas mostrando o que cada um pode causar sobre "o bem maior" (o quarteto). Com um elenco de primeira, o enredo agrada, nada extraordinário, mas consegue prender a atenção. Para quem curte música clássica, prato cheio. E é uma pena termos perdido o ator Philip Seymour Hoffman, que faleceu em fevereiro de 2014. Ele SEMPRE impressiona. Hoffman que já ganhou o Oscar 2006 na categoria de Melhor Ator pela atuação em CAPOTE (2005) e também possui muitos sucessos em seus 51 trabalhos para o cinema, como PATCH ADAMS - O AMOR É CONTAGIOSO (1998) e PERFUME DE MULHER (1992). Jaz em paz..... Boa atuação também de Christopher Walken (também levou a estatueta dourada em 1979 de Melhor Ator Coadjuvante por O FRANCO ATIRADOR de 1978. Já possui em sua carreira até hoje, 51 filmes). Um filme bonito de se assistir, nada complexo, que lembra o como somos humanos, não importa quem sejas ou qual profissão. E humanos erram e são imperfeitos...