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O Poderoso Chefão
O Poderoso Chefão
5,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2016
Em toda conversa sobre cinema, qualquer um faz uma lista dos melhores filmes de todos os tempos. Se eu pudesse listar os 10 melhores, com toda a certeza, O Poderoso Chefão I e II estaria entre os 4, na minha opinião. Por quê, meu caro? eu lhes respondo com um clique.

Anteiormente, postei sobre o Apocalypse Now, e eu havia colocado, entre parênteses, que não comentaria sobre a trilogia dos Corleone porque não assisti. Conferi o porque desses filmes são considerados clássicos. Mas... por trás das três películas, existem inúmeras curiosidades. Quando foi escalado para dirigir o primeiro filme, Francis Ford Coppola estava apreensivo e com medo de ser demitido; o estúdio Paramount NÃO queria Marlon Brando no papel de Don Vito Corleone; antes de Al Paccino aceitar fazer Michael, Paramount queria Robert Redford, porém após ler o romance de Mario Puzo (que co-escreveu os três filmes com Coppola), o diretor visualizou Michael na pele de Al.

A saga da família corleone começou seis anos antes do lançamento do 1º filme, em 1966 o estúdio encomendou um livro a Mário Puzo.

Mesmo sob os protestos da Paramount, Coppola foi corretíssimo e a primeira parte de O Poderoso Chefão é um marco do cinema. Não é só um filme sobre a máfia, é sobre o Capitalismo americano envolvendo negócios e família. E não é só isso. Há também assassinatos, religião, interesses entre as famílias rivais, corrupção. Coppola e Puzo criaram um roteiro pra lá de inspirado. As falas, os diálogos, a construção da obra renderam o homenzinho dourado de Melhor roteiro Adaptado, além de Melhor Filme. As cenas iniciais (o casamento da filha), a cabeça do cavalo na cama, a viagem de Michael à Sicília, são os destaques. Na película, Don Corleone passa o comando dos negócios ao Michael, que sempre foi a ovelha negra da família.

Marlon Brando criou um personagem tão marcante na história da sétima arte. Don Vito Corleone foi imitado e satirizado por todas as mídias e lhe rendeu o seu segundo Oscar, na qual recusou, por protestar contra a discriminação dos índios em Hollywood. Uma moça indígena recebeu em seu lugar. Mesmo assim, Don Corleone, com suas bochechas e seu sotaque ganhou fama.

Outro destaque é a trilha sonora, conduzida pelo maestro Nino Rota, cujo tema é marcante até hoje.

Aclamado pela crítica e público, O Poderoso Chefão Parte 1 conseguiu status de clássico do filme gângster. E Francis Ford Coppola foi visto com excelentes olhos pelo estúdio, que resolveu fazer o que poucos grandes filmes conseguiram: filmar a sequencia e superá-lo.