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A história é uma tentativa disfarçada de justificar a ocupação de Israel da Palestina. As referências bíblicas e os fatos narrados seguem a versão israelense dessa ocupação. Esquecendo isso, temos momentos de tensão e resolução dessas tensões que são assistíveis, apesar do número de clichês, quer dizer, segue o velho modelo Batman e Robin que tanto sucesso fez nos anos 60. O vilão prende o mocinho e leva 50 anos para tentar matá-lo, dando todas as chances do mundo para o mocinho sair ileso. Os adolescentes, todos marginais de alguma forma na "Arca", sem nunca terem estado na Terra, conseguem sobreviver de forma extraordinária, só faltou mostrarem eles montando um shopping. Obter comida é a coisa mais fácil e natural do mundo. As lideranças parecem ministros de estado com dezenas de anos de experiência. Apenas a ressaltar que eles abusam do direito de decidir sem consultar ninguém, o(s) líder(es) é(são) algo parecido(s) com Deus nesta série. Mais um detalhe ideológico embutido. A única referência democrática da série é a eleição de representantes, numa comunidade de 2.500 pessoas!!! O que me fez assistir a série até agora são os mistérios que constroem a história, quer dizer, a curiosidade. Mas é uma série altamente ideológica disfarçada em um conto para adolescentes.