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O GAROTO DA CASA AO LADO
Este filme é um típico suspense que talvez funcionasse em uma outra década, mas que hoje se torna um filme pobre e extremamente previsível, com diálogos horríveis e com atores que infelizmente não correspondem (isso também reflexo do roteiro). O Garoto da Casa ao Lado é uma obra fraca que é uma tentativa de trazer Jennifer Lopes novamente para o cinema e mostrar seus atributos físicos através de roupas apertadas afim de que algum estúdio a olhe como um produto padrão para Hollywood. Além disso, também tentar com que um ator jovem surja fazendo mais do que dançar em filmes e mostrar (também) seus atributos físicos para a indústria.
Claire Peterson (Jennifer Lopez) é uma professora de literatura americana que recentemente se separou de seu marido. Ela conhece um garoto, Noah Dandborn (Ryan Guzman) que é seu vizinho e acaba se envolvendo com ele em uma noite. Arrependida, conversa com Noah para que ele entenda que aquilo foi apenas um erro. Ele não aceita e cria uma obsessão por ela a ponto de querer destruir a vida dela e de todos a sua volta.
Hollywood é uma indústria que preza pela beleza. O incrível é que em certos momentos ela preza demais por isso e os grandes estúdios acabam comprando ideias de filmes que para compensar qualquer deficiência colocam pessoas que realmente são bonitas, mas nesses filmes suas belezas são ostentadas. Esse filme me pareceu claramente isso. Jennifer Lopez sumida algum tempo do cinema volta nesse filme para colocar figurinos apertados que aumentem qualquer atributo voluptuoso. Reparem a forma como ela se porta em certas cenas. Seus gestos parecem que querem ratificar o que somente com os olhos conseguiríamos atestar: olhem como estou em forma. O mesmo acontece com Ryan Guzman que também em seus gestos quer realçar sua forma física e as vezes como se fosse um show de go go boys. O pior é que o diretor Rob Cohen comprou a ideia e filma ambos (principalmente ele) focando nas inúmeras vantagens físicas. Infelizmente ele se esqueceu que a câmera está ligada para captar a interpretação dos personagens, que apesar de ser nula teria que ser seu objetivo.
O roteiro é um número grande de desacertos. Diálogos como “eu adoro comer os biscoitos dela” ou “como estava molhado” ou “esses sapatos são para quem precisa ser sexy” além de bregas, são grosseiros demais (a roteirista Barbara Curry deveria assistir por exemplo Intriga Internacional ou Pacto de sangue que tem ótimos diálogos de duplo sentido). Cada cena de suspense parece tirada de algo que já assistimos inúmeras vezes. Isso acaba fazendo com que o filme se torne uma massa enorme do clichê de filmes do gênero. Quer ser provocativo, mas passa longe e acaba se tornando mais um melodrama novelesco do que propriamente um filme. Ele consegue ir de provocativo a algo que é de extremo pudor. A cena “quente” do filme é elaborada com o cuidado para que não entregue nada da atriz que está ali para ser fotografada não como um filme mais como se fosse um videoclipe de suas músicas. E vamos pensar, Jennifer Lopez como uma professora de literatura e que tem como o livro de sua vida Ilíada de Homero...Não dá. O pior ainda é que o papel da mulher na narrativa é ser subjugada por todos a sua volta (e o roteiro foi escrito por uma mulher). O marido a traiu e ela não consegue superar a separação, seu filho enaltece seu lado doméstica e o momento em que ela teve prazer em um momento de sua vida que se sentia fragilizada vai lhe custar o emprego e o julgamento de uma sociedade extremamente hipócrita.
Ao chegarmos no final passaremos longe de algo que seja provocativo ou que possa fazer com que não nos sintamos ludibriados com uma obra de arte terrivelmente mal elaborada e que o espectador recebe um monte de músculos em vez de algo que nos faça mexer com seus neurônios.
Este filme é um típico suspense que talvez funcionasse em uma outra década, mas que hoje se torna um filme pobre e extremamente previsível, com diálogos horríveis e com atores que infelizmente não correspondem (isso também reflexo do roteiro). O Garoto da Casa ao Lado é uma obra fraca que é uma tentativa de trazer Jennifer Lopes novamente para o cinema e mostrar seus atributos físicos através de roupas apertadas afim de que algum estúdio a olhe como um produto padrão para Hollywood. Além disso, também tentar com que um ator jovem surja fazendo mais do que dançar em filmes e mostrar (também) seus atributos físicos para a indústria.
Claire Peterson (Jennifer Lopez) é uma professora de literatura americana que recentemente se separou de seu marido. Ela conhece um garoto, Noah Dandborn (Ryan Guzman) que é seu vizinho e acaba se envolvendo com ele em uma noite. Arrependida, conversa com Noah para que ele entenda que aquilo foi apenas um erro. Ele não aceita e cria uma obsessão por ela a ponto de querer destruir a vida dela e de todos a sua volta.
Hollywood é uma indústria que preza pela beleza. O incrível é que em certos momentos ela preza demais por isso e os grandes estúdios acabam comprando ideias de filmes que para compensar qualquer deficiência colocam pessoas que realmente são bonitas, mas nesses filmes suas belezas são ostentadas. Esse filme me pareceu claramente isso. Jennifer Lopez sumida algum tempo do cinema volta nesse filme para colocar figurinos apertados que aumentem qualquer atributo voluptuoso. Reparem a forma como ela se porta em certas cenas. Seus gestos parecem que querem ratificar o que somente com os olhos conseguiríamos atestar: olhem como estou em forma. O mesmo acontece com Ryan Guzman que também em seus gestos quer realçar sua forma física e as vezes como se fosse um show de go go boys. O pior é que o diretor Rob Cohen comprou a ideia e filma ambos (principalmente ele) focando nas inúmeras vantagens físicas. Infelizmente ele se esqueceu que a câmera está ligada para captar a interpretação dos personagens, que apesar de ser nula teria que ser seu objetivo.
O roteiro é um número grande de desacertos. Diálogos como “eu adoro comer os biscoitos dela” ou “como estava molhado” ou “esses sapatos são para quem precisa ser sexy” além de bregas, são grosseiros demais (a roteirista Barbara Curry deveria assistir por exemplo Intriga Internacional ou Pacto de sangue que tem ótimos diálogos de duplo sentido). Cada cena de suspense parece tirada de algo que já assistimos inúmeras vezes. Isso acaba fazendo com que o filme se torne uma massa enorme do clichê de filmes do gênero. Quer ser provocativo, mas passa longe e acaba se tornando mais um melodrama novelesco do que propriamente um filme. Ele consegue ir de provocativo a algo que é de extremo pudor. A cena “quente” do filme é elaborada com o cuidado para que não entregue nada da atriz que está ali para ser fotografada não como um filme mais como se fosse um videoclipe de suas músicas. E vamos pensar, Jennifer Lopez como uma professora de literatura e que tem como o livro de sua vida Ilíada de Homero...Não dá. O pior ainda é que o papel da mulher na narrativa é ser subjugada por todos a sua volta (e o roteiro foi escrito por uma mulher). O marido a traiu e ela não consegue superar a separação, seu filho enaltece seu lado doméstica e o momento em que ela teve prazer em um momento de sua vida que se sentia fragilizada vai lhe custar o emprego e o julgamento de uma sociedade extremamente hipócrita.
Ao chegarmos no final passaremos longe de algo que seja provocativo ou que possa fazer com que não nos sintamos ludibriados com uma obra de arte terrivelmente mal elaborada e que o espectador recebe um monte de músculos em vez de algo que nos faça mexer com seus neurônios.