Ricardo M.
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Knightfall
Knightfall
(Sobre a temporada 1)
3,5
Enviada em 10 de dezembro de 2018
Produzida pelo canal History, a série KNIGHTFALL nos leva a acompanhar o cotidiano dos lendários Cavaleiros Templários durante a árdua tarefa de não somente proteger o Santo Graal, mas também evitar que o valioso artefato crie conflitos de interesse político no alto comando da realeza francesa e a igreja católica.

Ao considerar os aspectos históricos embutidos a Knightfall, admiradores terão um prato cheio de conteúdo, já que existem diversos elementos que visam caracterizar a narrativa que se passa no século XIV. A empreitada, que começa na cidade israelense de Acre, ganha efetivos contornos em solo francês, quando o grupo de templários liderado por Landry (Tom Cullen) chegam em solo europeu após fugir de um ataque. O contexto paira sobre a ideia de recuperar o Graal, ao passo que tenta desenvolver os personagens templários em sua complicada tarefa de defender interesses do catolicismo sob a proteção do rei francês Philip (Ed Stoppard).

Há grande elementos que podem agradar interessados por este tipo de produção, itens como figurino, cenas de batalhas e locações são ótimos e caracterizados com o devido cuidado, entretanto, o desenvolvimento da história se perde na tentativa em criar reviravoltas que soam mais confusas e rasas do que fundamentais, deixando a sensação de desculpa por falta de argumento. Outro ponto desnecessário relaciona-se com o romance vivido pelo protagonista Laundry, que acaba consumindo tempo maior do que o próprio propósito investigativo postulado pelo seriado, chegando a cansar pelo "água com açúcar" que representa no contexto geral.

De modo geral, KNIGHTFALL: SEASON 01 tende a agradar ao público que admira narrativas passadas em períodos de época com reproduções muito próximas do período retratado. Há grandes batalhas, belas locações e personagens interessantes, embora alguns saiam de cena sem muito resultado ou consequência. As maquinações papais, ajustes políticos e pacificadores de monarquias, além da deixa literal para a segunda temporada fazem da série um bom entretenimento para quem curte este tipo de produção.

Obs.: Não vale discutir o contexto histórico realista, pois a série visa se basear nos eventos reais e não reproduzi-los em sua integralidade documental, compilando dados para facilitar a construção da história roteirizada.