Ricardo M.
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Vikings
Vikings
(Sobre a temporada 4)
4,0
Enviada em 16 de janeiro de 2019
Frustrado diante da derrota em Frankia e das consequências de mais uma vez perder seu irmão Rollo (Clive Standen) para interesses pessoais deste, Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel) busca juntar forças para tentar uma nova investida naquela que seria uma de suas mais marcantes conquistas. Isso ocorre ao mesmo tempo em que o nórdico amplia seus laços com o rei Ecbert e prepara seus filhos para o que pode ser o futuro dos vikings.

Muitos detalhes surgem ao longo da quarta temporada de Vikings que o próprio canal History decidiu expandir para 20 episódios. A decisão pode ser considerada acertada, embora fique a impressão de que temos duas temporadas distribuídas no dobro de episódios tradicionais. Tal sensação se sustenta pelo fato de que a segunda metade volta-se aos filhos de Ragnar, que estão adultos e cuja energia é espelho do pai quando jovem. Esta preparação para os descendentes tem finalidade, já que anos de conquistas e aprendizados deixaram o protagonista de outrora mais interessado em conhecimentos além-vida.

As mudanças mais visíveis no seriado dizem respeito a maquiagem e figurinos, pois percebe-se que a parte artística ganhou mais espaço para ostentação, deixando seus personagens mais relevantes ajustados à uma realidade de cuidados visuais e aproveitadores do luxo. Isso é bom, pois mostra um nível de realismo coerente com a história de riquezas e conquistas ferozes originárias.

Os secundários Rollo e Lagertha (Katheryn Winnick) ganharam histórias próprias com reinos sob seus comandos, algo que acaba por desencadear naturais problemas para nórdicos desejosos por conquistas cada vez maiores. Tais personagens enriqueceram o contexto da série, tanto territorialmente quanto narrativamente. Os filhos de Lothbrok, sejam eles, Ivar (Alex Høgh Andersen), Bjorn (Alexander Ludwig), Ubbe (Jordan Patrick Smith), Hvitserk (Marco Ilsø) e Sigurd (David Lindström) são, talvez, os personagens a ganhar maior relevância no seriado, cada um caracterizado com um traço de personalidade que os deixa tão diferentes, seja pelo desejo de conquista brutal ou pela obstinação em seguir os passos do pai.

Os belos cenários que jamais são ofuscados pelo efeitos visuais voltam a brilhar ante uma fotografia que aproveita-os para deleite do expectador, que ainda tem grandes embates em terra e no mar para demonstrar do que a série tem sido capaz em seu processo evolutivo.

Com personagens e enredo amplamente melhorados desde o início do seriado, VIKINGS se tornou uma produção de peso, contando com certa complexidade e muitas subtramas que auxiliam a ficar preso no sofá enquanto espera o segundo seguinte. Pode não ser notória por algumas pequenas falhas, mas de longe tem se gabaritado com um dos melhores produtos de entretenimento da atualidade.