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Malandro e pouco convencional na execução de suas funções no restaurante Copacabana, Tony Lip (Viggo Mortensen) se vê em complicações quando o local precisa passar por reformas e fecha as portas por tempo indeterminado. Tendo poucas alternativas no ramo, surge a oportunidade de trabalhar como motorista do famoso pianista Dr. Donald Shirley (Mahershala Ali), porém, a atividade está longe de ser simples, dadas as circunstâncias culturais que permearão o novo trabalho de Lip durante a turnê de Shirley.
Comandado, curiosamente, pelo cineasta Peter Farrelly, o oscarizado GREEN BOOK - O GUIA tem o mérito de desenvolver diversos problemas sociais envolvendo pessoas já desgastadas e com grande delicadeza e sensibilidade. Temas como racismo, machismo e repulsa social conseguem ser abordados de forma ambígua visando contrastar tais características entre lados que enxergam esses comportamentos a sua maneira. Isso é de uma perspicácia notável, já que o impacto nos envolvidos é visível e acaba representando algo tão antigo e ao mesmo tempo contemporâneo.
Evidente que a força motriz do filme é o dueto composto por Mortensen e Ali. O astros são capazes de impelir características tão impactantes a seus personagens que muitas vezes parecem ter sido os próprios; desde simples gestos de surpresa, humor ou mesmo de tensão são encenados com competência notável de ambos. A própria maneira como a amizade dos dois é desenvolvida surpreende pelos argumentos usados, dado que são de uma simplicidade impressionante na maioria da vezes.
Como obra cinematográfica temos um filme técnico e sem ousadias, mas funcional e competente; como passatempo uma obra que diverte e entretém com boas doses de reflexão acerca de problemas tão característicos de nossas sociedade. RECOMENDADÍSSIMO.
Comandado, curiosamente, pelo cineasta Peter Farrelly, o oscarizado GREEN BOOK - O GUIA tem o mérito de desenvolver diversos problemas sociais envolvendo pessoas já desgastadas e com grande delicadeza e sensibilidade. Temas como racismo, machismo e repulsa social conseguem ser abordados de forma ambígua visando contrastar tais características entre lados que enxergam esses comportamentos a sua maneira. Isso é de uma perspicácia notável, já que o impacto nos envolvidos é visível e acaba representando algo tão antigo e ao mesmo tempo contemporâneo.
Evidente que a força motriz do filme é o dueto composto por Mortensen e Ali. O astros são capazes de impelir características tão impactantes a seus personagens que muitas vezes parecem ter sido os próprios; desde simples gestos de surpresa, humor ou mesmo de tensão são encenados com competência notável de ambos. A própria maneira como a amizade dos dois é desenvolvida surpreende pelos argumentos usados, dado que são de uma simplicidade impressionante na maioria da vezes.
Como obra cinematográfica temos um filme técnico e sem ousadias, mas funcional e competente; como passatempo uma obra que diverte e entretém com boas doses de reflexão acerca de problemas tão característicos de nossas sociedade. RECOMENDADÍSSIMO.