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Originalmente planejado para ser um revigorante período de férias, a viagem da família de Adelaide (Lupita Nyong'o) e Gabe (Winston Duke) não contava com estranhos que resolveram aparecer durante uma noite tranquila. O misterioso grupo que se assemelha fisicamente ao quatro membros deixa no ar uma intensa sensação de perseguição psicológica que aos poucos se desenrola, deixando dúvidas acerca dos indesejados visitantes e por que ali estão.
Embora seja bem fragmentado em seu primeiro ato, o longa vai costurando os principais elementos ao longo da suas quase duas horas com relativo sucesso, isso porque há uma complexidade excessiva nos principais fatores psicológicos que mais confundem do que aliviam. A presença dos duplos é explicada, desenvolvida e até leva a um caráter posterior diferente do esperado, mas ainda causa certa estranheza. O elenco capitaneado pela excelente Lupita Nyong'o cumpre bem o papel, sempre auxiliados pela ótima montagem e trilha sonora coerentes com os momentos específicos.
Apesar da carreira do cineasta Jordan Peele ser marcada por produções voltadas ao estilo cômico, ele se destacou no universo cinematográfico com o ótimo Corra, de 2017. Após o sucesso, ele decide seguir no conceito de terror psicológico com o interessante NÓS, que tece um enredo repleto de situações muito mais interpretativas do que explícitas. Peele faz críticas sociais por meio de simbolismos cujos significados reais dependerão diretamente da análise de quem assiste, principalmente porque existem situações que simulam controles com elementos soltos que pouco a pouco vão se misturando efetivamente. Essa perspectiva é um dificultador para muitos que, assim como eu, não absorverão tudo que a mente do cineasta tentou expor.
Embora seja bem fragmentado em seu primeiro ato, o longa vai costurando os principais elementos ao longo da suas quase duas horas com relativo sucesso, isso porque há uma complexidade excessiva nos principais fatores psicológicos que mais confundem do que aliviam. A presença dos duplos é explicada, desenvolvida e até leva a um caráter posterior diferente do esperado, mas ainda causa certa estranheza. O elenco capitaneado pela excelente Lupita Nyong'o cumpre bem o papel, sempre auxiliados pela ótima montagem e trilha sonora coerentes com os momentos específicos.
Apesar da carreira do cineasta Jordan Peele ser marcada por produções voltadas ao estilo cômico, ele se destacou no universo cinematográfico com o ótimo Corra, de 2017. Após o sucesso, ele decide seguir no conceito de terror psicológico com o interessante NÓS, que tece um enredo repleto de situações muito mais interpretativas do que explícitas. Peele faz críticas sociais por meio de simbolismos cujos significados reais dependerão diretamente da análise de quem assiste, principalmente porque existem situações que simulam controles com elementos soltos que pouco a pouco vão se misturando efetivamente. Essa perspectiva é um dificultador para muitos que, assim como eu, não absorverão tudo que a mente do cineasta tentou expor.