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Comandado pelo competente brasileiro Fernando Coimbra, CASTELO DE AREIA acompanha o cotidiano de um grupo de soldados envolto a uma missão mais humanitária do que armamentista. Nicholas Hoult é o soldado Matt Ocre, indivíduo frustrado com a decisão de aderir ao serviço militar, pois não compactua com as razões do exército e política envolvidas. Uma das missões a qual é direcionado requer a reconstrução de uma subestação para distribuição de água, tarefa esta bastante tumultuada devido à resistência a americanos em solo iraquiano.
Embora use como premissa a ação de militares, o filme brilha por não defender a bandeira de nenhum dos lados, mostrando como conflitos armados tendem a gerar mais lamúrias para os não envolvidos do que conquistas propriamentes ditas. A visão do protagonista diante da situação raramente gera controvérsia, haja vista que as atitudes dos soldados são motivadas pela necessidade de ajudar, não de conflitar, sempre pontuado pela ação de iraquianos que desejam o bem estar de todos.
O drama que flutua como pano de fundo, deixando margem para críticas sociais ao tio Sam, funciona bem e ainda melhor dependendo da bagagem política do expectador. Alguns diálogos mostram lados opostos do capitalismo e como os governantes tratam as necesidades gerais da população, elemento que não fraciona a narrativa do filme, mas amplia sua importância.
Hoult brilha com sua interpretação humana e verossímil, caracterizando o lado militar sem heroísmo, mas com drama psicológico que pode afetar mais pela prepotência do que pelos tiros e explosões. O elenco ainda traz como contraponto o astro Henry Cavill, sendo ele o personagem Syverson, uma capitão do exército que funciona como o cara durão capaz de enfrentar qualquer um que mostra-se contrário às suas intenções.
CASTELO DE AREIA é mais uma excelente adição ao acervo da Netflix, mostrando muito mais do que um filme de ação, mas um exemplar interessante de se assistir e entender como a guerra no cinema vai muito além de moldar heróis.
Comandado pelo competente brasileiro Fernando Coimbra, CASTELO DE AREIA acompanha o cotidiano de um grupo de soldados envolto a uma missão mais humanitária do que armamentista. Nicholas Hoult é o soldado Matt Ocre, indivíduo frustrado com a decisão de aderir ao serviço militar, pois não compactua com as razões do exército e política envolvidas. Uma das missões a qual é direcionado requer a reconstrução de uma subestação para distribuição de água, tarefa esta bastante tumultuada devido à resistência a americanos em solo iraquiano.
Embora use como premissa a ação de militares, o filme brilha por não defender a bandeira de nenhum dos lados, mostrando como conflitos armados tendem a gerar mais lamúrias para os não envolvidos do que conquistas propriamentes ditas. A visão do protagonista diante da situação raramente gera controvérsia, haja vista que as atitudes dos soldados são motivadas pela necessidade de ajudar, não de conflitar, sempre pontuado pela ação de iraquianos que desejam o bem estar de todos.
O drama que flutua como pano de fundo, deixando margem para críticas sociais ao tio Sam, funciona bem e ainda melhor dependendo da bagagem política do expectador. Alguns diálogos mostram lados opostos do capitalismo e como os governantes tratam as necesidades gerais da população, elemento que não fraciona a narrativa do filme, mas amplia sua importância.
Hoult brilha com sua interpretação humana e verossímil, caracterizando o lado militar sem heroísmo, mas com drama psicológico que pode afetar mais pela prepotência do que pelos tiros e explosões. O elenco ainda traz como contraponto o astro Henry Cavill, sendo ele o personagem Syverson, uma capitão do exército que funciona como o cara durão capaz de enfrentar qualquer um que mostra-se contrário às suas intenções.
CASTELO DE AREIA é mais uma excelente adição ao acervo da Netflix, mostrando muito mais do que um filme de ação, mas um exemplar interessante de se assistir e entender como a guerra no cinema vai muito além de moldar heróis.