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Mutação Decente.
Embora poucos se lembrem, mas quando Missão Impossível II foi lançado em 2000, trouxe uma grande notícia para a Fox, o ator Dougray Scott, que iria interpretar Wolverine quebrou o punho durante as gravações, fazendo com que o diretor Bryan Singer optasse pela segunda opção, um tal de Hugh Jackman. Eis que 17 anos depois e 9 vezes na pele do personagem, Jackman contempla o mundo com a consagração de um personagem icônico e referencial por meio de um filme fenomenal.
Ambientado no ano de 2029, a trama de Logan acompanha uma realidade em que mutantes não são mais "problemas" para a humanidade, de tal forma que Wolverine segue a vida como motorista de limosine para manter seu ganha pão e ajudar no sustento de um nonagenário professor Charles Xavier. Apesar da vida modesta, indícios de um revés surge com o aparecimento da mexicana Gabriela (Elizabeth Rodriguez), pois ela busca ajuda de Logan para proteger a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen), que está sendo perseguida por um grupo de mercenários comandado por Donald Pierce (Boyd Holbrook).
Não há dúvidas de que LOGAN é a conclusão de uma saga que ainda terá muito para ser usado sem a presença do carismático Hugh Jackman, entretanto, o filme nos conduz a um universo no qual a melancolia e frustrações tomam conta de cada passo. Desgastados por uma vida de perseguições, os mutantes estão em um momento em que a espera pelo fim da vida é emergente, visto que seus objetivos, outrora questionados, já pairam no limbo devido a circunstâncias naturais. O roteiro trata seus personagens com uma humanidade elogiável, pois além de qualquer habilidade "heroística", também são seres humanos que sofrem, que sentem e que potencializam a amargura em consequência da falta de opções.
A sensação que se tem com o filme é a de que toda a equipe pensava em criar algo derradeiro, definitivo, uma vez que existem cuidados extremos em todos os aspectos, desde a montagem fantástica que agiliza as excelentes cenas de ação para manter o espectador como centro do que se vê, ao mesmo tempo em que deixa os momentos dramáticos serem realçados com closes em seus participantes para tocar quem acompanha diante da telinha.
É um projeto técnico que merece palmas a todos os envolvidos, inclusive os produtores que resolveram não deixar limites para a violência, levando as reações de Wolverine a fazer jus às suas habilidades com as garras, não criando um banho de sangue, mas sim sendo usadas com inteligência pelo roteiro e pelo personagem, que sabe muito bem como manejá-las.
O elenco, claro, engrandece a produção, com evidente destaque para o trio principal formado por Jackman, Stewart e Keen, levando a complexidade de seus personagens e níveis nitidamente impecáveis, graças à total entrega de suas interpretações, que soam dedicadas até mesmo nos pequenos, mas honestos e naturais momentos de comédia, que casam bem com cada uma das circunstâncias em que foram usadas no roteiro.
LOGAN é nitidamente a conclusão não somente da presença de Hugh Jackman como intérprete do icônico personagem, mas também a amostra nítida da qualidade de um filme que respeita o histórico anterior não como espetáculo carnavalesco, mas como a dramaticidade e inteligência perspicazes como pouco se vê no cinema.
Embora poucos se lembrem, mas quando Missão Impossível II foi lançado em 2000, trouxe uma grande notícia para a Fox, o ator Dougray Scott, que iria interpretar Wolverine quebrou o punho durante as gravações, fazendo com que o diretor Bryan Singer optasse pela segunda opção, um tal de Hugh Jackman. Eis que 17 anos depois e 9 vezes na pele do personagem, Jackman contempla o mundo com a consagração de um personagem icônico e referencial por meio de um filme fenomenal.
Ambientado no ano de 2029, a trama de Logan acompanha uma realidade em que mutantes não são mais "problemas" para a humanidade, de tal forma que Wolverine segue a vida como motorista de limosine para manter seu ganha pão e ajudar no sustento de um nonagenário professor Charles Xavier. Apesar da vida modesta, indícios de um revés surge com o aparecimento da mexicana Gabriela (Elizabeth Rodriguez), pois ela busca ajuda de Logan para proteger a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen), que está sendo perseguida por um grupo de mercenários comandado por Donald Pierce (Boyd Holbrook).
Não há dúvidas de que LOGAN é a conclusão de uma saga que ainda terá muito para ser usado sem a presença do carismático Hugh Jackman, entretanto, o filme nos conduz a um universo no qual a melancolia e frustrações tomam conta de cada passo. Desgastados por uma vida de perseguições, os mutantes estão em um momento em que a espera pelo fim da vida é emergente, visto que seus objetivos, outrora questionados, já pairam no limbo devido a circunstâncias naturais. O roteiro trata seus personagens com uma humanidade elogiável, pois além de qualquer habilidade "heroística", também são seres humanos que sofrem, que sentem e que potencializam a amargura em consequência da falta de opções.
A sensação que se tem com o filme é a de que toda a equipe pensava em criar algo derradeiro, definitivo, uma vez que existem cuidados extremos em todos os aspectos, desde a montagem fantástica que agiliza as excelentes cenas de ação para manter o espectador como centro do que se vê, ao mesmo tempo em que deixa os momentos dramáticos serem realçados com closes em seus participantes para tocar quem acompanha diante da telinha.
É um projeto técnico que merece palmas a todos os envolvidos, inclusive os produtores que resolveram não deixar limites para a violência, levando as reações de Wolverine a fazer jus às suas habilidades com as garras, não criando um banho de sangue, mas sim sendo usadas com inteligência pelo roteiro e pelo personagem, que sabe muito bem como manejá-las.
O elenco, claro, engrandece a produção, com evidente destaque para o trio principal formado por Jackman, Stewart e Keen, levando a complexidade de seus personagens e níveis nitidamente impecáveis, graças à total entrega de suas interpretações, que soam dedicadas até mesmo nos pequenos, mas honestos e naturais momentos de comédia, que casam bem com cada uma das circunstâncias em que foram usadas no roteiro.
LOGAN é nitidamente a conclusão não somente da presença de Hugh Jackman como intérprete do icônico personagem, mas também a amostra nítida da qualidade de um filme que respeita o histórico anterior não como espetáculo carnavalesco, mas como a dramaticidade e inteligência perspicazes como pouco se vê no cinema.