Filmes
SériesProgramas
Bem mais que Big
A nova empreitada da Disney no ramo de animação faz uso de uma HQ oriunda dos estúdios Marvel, que agora estão sob a tutela do glorioso universo de Mickey Mouse. Operação Big Hero, embora pouco conhecida no ocidente, recebeu uma boa dose de conteúdos americanos sem deixar de lado sua essência japonesa, o que nos trouxe uma animação bem acima da média.
OPERAÇÃO BIG HERO nos apresenta ao jovem personagem Hiro Hamada, um brilhante e astuto inventor na área de robótica. Suas peripécias o levam a desenvolver um imbatível robô para disputar "rinhas" ilegais, chamadas de RobôLutas. Por se tratar de algo não permitido e que sempre transtornos para a família de Hiro, seu irmão, Tadashi, o convida para usar tais habilidades em uma instituição de ensino na área de robótica, o que permitiria a ele desenvolver melhor suas capacidades com recursos e orientações direcionadas.
Pois é nesse momento que conhecemos o grande trunfo do roteiro: Baymax. Um robô desenvolvido por Tadashi cujo propósito é servir de médico, avaliando todos os aspectos físicos e psicológicos do ser humano e buscar alternativas rápidas para eventuais melhorias, sejam elas passageiras ou definitivas. Nesse aspecto, Baymax é único, usando e abusando dos interesses em deixar seu paciente Hiro sempre bem, ainda que isso necessite fazer coisas que não seriam específicas de suas ações como "medico". Essa ligação entre Baymax e Hiro funciona de maneira emocional pelo cuidado com o que o roteiro trata ambos, sempre preocupados em deixar diversas sutilezas expostas ao expectador, fazendo todos serem conquistados pelo carisma e simplicidade do gigante inflável.
Embora Baymax e Hiro sejam os responsáveis de maior destaque na obra, OPERAÇÃO BIG HERO também tem outros personagens destacáveis em seu universo, principalmente porque o título faz referência ao sexteto montado como grupo de super-heróis. Os demais participantes do grupo são, em essência, brilhantes inventores da universidade da qual Hiro é convidado a participar após expor um incrível experimento usando os chamados microbôs. Cada um deles tem especialidades distintas na área de pesquisa que são muito bem adaptadas como "super-poderes", dando ainda mais diversão a película.
E por falar em diversão... a cidade onde a história se passa é incrível, a começar pelo nome: San Frantokyo. Aqui há uma grande exibição de tecnologias, misturando diversos elementos da cultura japonesa e americana. Isso se reflete em pontos da arquitetura, como a ponte Golden Gate, que possui a mesma estrutura da real, porém com acabamentos orientais. Sem contar os diversos ambientes externos como ruas, vielas, comércios, prédios, metrôs, painéis entre outros, sempre com características mútuas as duas culturas e que nem todos perceberam pela perspicácia dos animadores.
Ainda nesse aspecto da cultura, o universo nerd também tem toque brilhante no filme, pois existem diversos easter eggs espalhados pelo filme, desde roupas que remetem às famosas produções tokusatsus até painéis expondo anúncios de produções ou máscaras de outros seriados, como os Power Rangers. Isso é divertido, pois além da atenção com a história, que já é ótima, nos impele a redobrar atenção em busca desses detalhes valiosos para fãs da cultura pop.
No quesito ação, não faltam boas sequências, desde perseguições, explosões, carros voando e tudo misturado a boa geografia dos cenários para compor um resultado satisfatório. Isso também gera boas gags, como a da perseguição automobilística em que uma das mulheres do grupo assume o volante e mostra como dirigir ofensivamente.
O vilão do filme, cujas motivações e imagem só são reveladas já bem ao final do filme, não é referência e, embora tenha se tornado o malfeitor da história, é clichê e pouco faz para fugir das convenções do gênero. O que o torna interessante, de fato, são as habilidades usadas por ele e como a tecnologia em CG evoluiu para exibir a fluidez de seus movimentos, complexos e repletos de pequenos itens para tal. Mas não só do vilão a tecnologia surpreende, o efeito dado a Baymax quando ele está com a bateria reduzindo e começa e perder seu efeito inflado é soberbo, digno de nota.
OPERAÇÃO BIG HERO traz vida nova a Disney com tratamento emocional digno de referência e qualidade acima da média se comparadas às suas últimas produções animadas. Ainda que não supere ToyStoy 3, o filme convence, diverte e emociona, algo atípico dos filmes atuais. Mesmo tendo John Lasseter como consultor desde a aquisição da Pixar, parece que aqui seus pitacos resultaram em algo positivo e produtivo, tornando essa uma das mais divertidas e interessantes produções animadas dos estúdios de Walt Disney.
A nova empreitada da Disney no ramo de animação faz uso de uma HQ oriunda dos estúdios Marvel, que agora estão sob a tutela do glorioso universo de Mickey Mouse. Operação Big Hero, embora pouco conhecida no ocidente, recebeu uma boa dose de conteúdos americanos sem deixar de lado sua essência japonesa, o que nos trouxe uma animação bem acima da média.
OPERAÇÃO BIG HERO nos apresenta ao jovem personagem Hiro Hamada, um brilhante e astuto inventor na área de robótica. Suas peripécias o levam a desenvolver um imbatível robô para disputar "rinhas" ilegais, chamadas de RobôLutas. Por se tratar de algo não permitido e que sempre transtornos para a família de Hiro, seu irmão, Tadashi, o convida para usar tais habilidades em uma instituição de ensino na área de robótica, o que permitiria a ele desenvolver melhor suas capacidades com recursos e orientações direcionadas.
Pois é nesse momento que conhecemos o grande trunfo do roteiro: Baymax. Um robô desenvolvido por Tadashi cujo propósito é servir de médico, avaliando todos os aspectos físicos e psicológicos do ser humano e buscar alternativas rápidas para eventuais melhorias, sejam elas passageiras ou definitivas. Nesse aspecto, Baymax é único, usando e abusando dos interesses em deixar seu paciente Hiro sempre bem, ainda que isso necessite fazer coisas que não seriam específicas de suas ações como "medico". Essa ligação entre Baymax e Hiro funciona de maneira emocional pelo cuidado com o que o roteiro trata ambos, sempre preocupados em deixar diversas sutilezas expostas ao expectador, fazendo todos serem conquistados pelo carisma e simplicidade do gigante inflável.
Embora Baymax e Hiro sejam os responsáveis de maior destaque na obra, OPERAÇÃO BIG HERO também tem outros personagens destacáveis em seu universo, principalmente porque o título faz referência ao sexteto montado como grupo de super-heróis. Os demais participantes do grupo são, em essência, brilhantes inventores da universidade da qual Hiro é convidado a participar após expor um incrível experimento usando os chamados microbôs. Cada um deles tem especialidades distintas na área de pesquisa que são muito bem adaptadas como "super-poderes", dando ainda mais diversão a película.
E por falar em diversão... a cidade onde a história se passa é incrível, a começar pelo nome: San Frantokyo. Aqui há uma grande exibição de tecnologias, misturando diversos elementos da cultura japonesa e americana. Isso se reflete em pontos da arquitetura, como a ponte Golden Gate, que possui a mesma estrutura da real, porém com acabamentos orientais. Sem contar os diversos ambientes externos como ruas, vielas, comércios, prédios, metrôs, painéis entre outros, sempre com características mútuas as duas culturas e que nem todos perceberam pela perspicácia dos animadores.
Ainda nesse aspecto da cultura, o universo nerd também tem toque brilhante no filme, pois existem diversos easter eggs espalhados pelo filme, desde roupas que remetem às famosas produções tokusatsus até painéis expondo anúncios de produções ou máscaras de outros seriados, como os Power Rangers. Isso é divertido, pois além da atenção com a história, que já é ótima, nos impele a redobrar atenção em busca desses detalhes valiosos para fãs da cultura pop.
No quesito ação, não faltam boas sequências, desde perseguições, explosões, carros voando e tudo misturado a boa geografia dos cenários para compor um resultado satisfatório. Isso também gera boas gags, como a da perseguição automobilística em que uma das mulheres do grupo assume o volante e mostra como dirigir ofensivamente.
O vilão do filme, cujas motivações e imagem só são reveladas já bem ao final do filme, não é referência e, embora tenha se tornado o malfeitor da história, é clichê e pouco faz para fugir das convenções do gênero. O que o torna interessante, de fato, são as habilidades usadas por ele e como a tecnologia em CG evoluiu para exibir a fluidez de seus movimentos, complexos e repletos de pequenos itens para tal. Mas não só do vilão a tecnologia surpreende, o efeito dado a Baymax quando ele está com a bateria reduzindo e começa e perder seu efeito inflado é soberbo, digno de nota.
OPERAÇÃO BIG HERO traz vida nova a Disney com tratamento emocional digno de referência e qualidade acima da média se comparadas às suas últimas produções animadas. Ainda que não supere ToyStoy 3, o filme convence, diverte e emociona, algo atípico dos filmes atuais. Mesmo tendo John Lasseter como consultor desde a aquisição da Pixar, parece que aqui seus pitacos resultaram em algo positivo e produtivo, tornando essa uma das mais divertidas e interessantes produções animadas dos estúdios de Walt Disney.