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Estou quase chegando aos meus 25 anos, mas convidei meu lado adolescente para entrar em uma festa de debutante que já vinha sendo aguardada há algum tempo. Trata-se do filme “Meus 15 Anos”, dirigido por Carolina Fioratti e adaptado do livro de Luiza Trigo. E esse é um dos casos raros em que a peça audiovisual supera o original literário.
O livro é bastante clichê, focado na garota rica que tem uma festa de 15 anos como sempre sonhou e que percebe que seu melhor amigo é, na verdade, seu grande amor. O filme, por sua vez, rompe um pouco esse clima monótono ao transformar Bia numa garota isolada socialmente, que perdeu a mãe ainda jovem e que nega a vontade de ter uma festa.
Mesmo tendo muitas modificações, o filme procurou seguir a direção do livro no sentido de trazer uma narrativa fácil e previsível ao espectador. Como alguns críticos mencionaram, a “estética clean” e o clima “simpático e jovial” remetem a diversos filmes norte-americanos voltados ao público teen.
Muito se tem falado sobre a presença da Larissa Manoela em seu primeiro papel como protagonista no cinema; no entanto, os holofotes deveriam mesmo brilhar sobre Daniel Botelho, o ator que deu vida ao carismático Bruno. Com os sentimentos potencializados (convívio social perturbado, abandono, paixão não correspondida, etc.) em uma interpretação refinada, torna-se automática a identificação com o garoto.
Os demais personagens são retratos imitados da adolescência, a fase em que muito se molda para se encaixar nos grupos mais populares. Existe uma tentativa forçada de transformar uma das “mocinhas” em “vilã”, mas que não convence totalmente. O verdadeiro antagonista continua sendo Tiago, o garoto por quem Bia é apaixonada.
A presença de Pyong Lee foi uma forma somente de atrair o público da internet, visto que qualquer ator com o mínimo de experiência se encaixaria melhor no personagem. Já a presença de Anitta, diferente do que inicialmente se aparenta, ultrapassou a expectativa midiática e se tornou simbologia para a força feminina.
Com um final sinceramente surpreendente – além de ser diferente do final do livro, ainda não é o esperado por muitos dos espectadores –, o filme traz um equilíbrio de acertos (diálogos cômicos, núcleos bem construídos, relações afetivas comoventes) e erros (passagens inverossímeis, ações sem justificativa, falta de identidade).
Num geral, é um filme 3 estrelas, das 5 que costumam compor a constelação da crítica. Sem palavrões ou cenas comprometedoras, pode ser apreciado por crianças, adolescentes ou adultos sem que se entedie. Como um telefilme do Disney Channel.
PS: Poucos percebem o casal lésbico do filme, numa sutil defesa a todos os tipos de amor.
O livro é bastante clichê, focado na garota rica que tem uma festa de 15 anos como sempre sonhou e que percebe que seu melhor amigo é, na verdade, seu grande amor. O filme, por sua vez, rompe um pouco esse clima monótono ao transformar Bia numa garota isolada socialmente, que perdeu a mãe ainda jovem e que nega a vontade de ter uma festa.
Mesmo tendo muitas modificações, o filme procurou seguir a direção do livro no sentido de trazer uma narrativa fácil e previsível ao espectador. Como alguns críticos mencionaram, a “estética clean” e o clima “simpático e jovial” remetem a diversos filmes norte-americanos voltados ao público teen.
Muito se tem falado sobre a presença da Larissa Manoela em seu primeiro papel como protagonista no cinema; no entanto, os holofotes deveriam mesmo brilhar sobre Daniel Botelho, o ator que deu vida ao carismático Bruno. Com os sentimentos potencializados (convívio social perturbado, abandono, paixão não correspondida, etc.) em uma interpretação refinada, torna-se automática a identificação com o garoto.
Os demais personagens são retratos imitados da adolescência, a fase em que muito se molda para se encaixar nos grupos mais populares. Existe uma tentativa forçada de transformar uma das “mocinhas” em “vilã”, mas que não convence totalmente. O verdadeiro antagonista continua sendo Tiago, o garoto por quem Bia é apaixonada.
A presença de Pyong Lee foi uma forma somente de atrair o público da internet, visto que qualquer ator com o mínimo de experiência se encaixaria melhor no personagem. Já a presença de Anitta, diferente do que inicialmente se aparenta, ultrapassou a expectativa midiática e se tornou simbologia para a força feminina.
Com um final sinceramente surpreendente – além de ser diferente do final do livro, ainda não é o esperado por muitos dos espectadores –, o filme traz um equilíbrio de acertos (diálogos cômicos, núcleos bem construídos, relações afetivas comoventes) e erros (passagens inverossímeis, ações sem justificativa, falta de identidade).
Num geral, é um filme 3 estrelas, das 5 que costumam compor a constelação da crítica. Sem palavrões ou cenas comprometedoras, pode ser apreciado por crianças, adolescentes ou adultos sem que se entedie. Como um telefilme do Disney Channel.
PS: Poucos percebem o casal lésbico do filme, numa sutil defesa a todos os tipos de amor.