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Em tempos recentes, os admirados da sétima arte se deslumbram com o plano sequência. Acreditam ser uma inovação dos tempos modernos, o surgimento de uma novíssima forma de eternizar os eternos no seus atos que os engarrafaram para a posteridade. Pobres coitados, mal sabem eles que a sua descoberta já estava em cursos há décadas... mas se serve de consolo, para suavizar o sofrimento dos ávidos admiradores da telona, essa técnica já era utilizada pelo mestre Alfred Hitchcock.
Em Festim Diabólico (1948), o mestre do suspense spoiler: nos leva para um apartamento em uma Nova York de fim de tarde e de súbito nos apresenta Brandon e Phillip matando David
. O choque inicial nos faz velejar sobre a trama sem a interrogação nas cabeças para quem assiste ''de quem'', mas sim, ''como isso vai se seguir?''. Como a história vai se desenrolar se já, desde o princípio sabemos quem são os criminosos?
A genialidade do mestre do suspense surge nesse ponto. Durante todo seu plano sequência, Hitchcock desenrola seus personagens e sua motivações, envolve questões de cunho filosófico e manipula o telespectador ao entregar pistas ao Rupert (personagem do James Stewart) e fazer com que pulemos do sofá a cada escorregada que os vilões cometem. Hitchcock realmente coloca todas as peças do seu xadrez nos locais certos, para que no momento certo e com o impulso correto, cada jogada derrube a presunção dos malfeitores.
O primeiro filme do grande mestre em cores nos faz sentirmos inquietos, não necessariamente pelo crime, mas pelo diálogos magistralmente escritos, pela película se desenrolar inteira em um único local, pela sapiência dos seus personagens e pela forma que, 72 anos depois, o mestre Hitchcock continua prendendo esses cinéfilos que até hoje se veem deslumbrados com um mero plano sequência.
Em Festim Diabólico (1948), o mestre do suspense spoiler: nos leva para um apartamento em uma Nova York de fim de tarde e de súbito nos apresenta Brandon e Phillip matando David
. O choque inicial nos faz velejar sobre a trama sem a interrogação nas cabeças para quem assiste ''de quem'', mas sim, ''como isso vai se seguir?''. Como a história vai se desenrolar se já, desde o princípio sabemos quem são os criminosos?
A genialidade do mestre do suspense surge nesse ponto. Durante todo seu plano sequência, Hitchcock desenrola seus personagens e sua motivações, envolve questões de cunho filosófico e manipula o telespectador ao entregar pistas ao Rupert (personagem do James Stewart) e fazer com que pulemos do sofá a cada escorregada que os vilões cometem. Hitchcock realmente coloca todas as peças do seu xadrez nos locais certos, para que no momento certo e com o impulso correto, cada jogada derrube a presunção dos malfeitores.
O primeiro filme do grande mestre em cores nos faz sentirmos inquietos, não necessariamente pelo crime, mas pelo diálogos magistralmente escritos, pela película se desenrolar inteira em um único local, pela sapiência dos seus personagens e pela forma que, 72 anos depois, o mestre Hitchcock continua prendendo esses cinéfilos que até hoje se veem deslumbrados com um mero plano sequência.