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"O som do metal" é um filme que busca retratar a angústia causada por uma repentina perda de audição, e consegue fazer isso muito bem.
Contando a história de um baterista de uma banda indie que vive com sua namorada (vocalista) em um motor home fazendo apresentações pelo pais, o roteiro em sua primeira camada parece simples, mas ao decorrer da obra os personagens são aprofundados e vamos sentindo uma comoção pela vida dos protagonistas, roteiro e direção trabalham juntos para compor uma narrativa que escala profundamente o nível sentimental da trama.
A direção é boa, com destaque a cena de abertura, o bom uso da fotografia e da iluminação e o incrível uso da mixagem de som, que muitas vezes é usada até como parte da narrativa da obra, causando uma grande imersão
Todas as atuações estão boas, mas Riz Ahmed está espetacular, o trabalho do ator é de entrega e profundo conhecimento sobre o seu personagem, temos uma atuação que passa pelas mais diversas personalidades de um só individuo, e mesmo nas cenas mais simples o ator conseguiu dar uma ar realista e doloroso ao seu personagem, a indicação ao oscar é muito justa.
O trabalho do pouco experiente Darius Marder é muito interessante, é muito claro que o diretor quer causar uma imersão muito grande ao telespectador, e ele consegue fazer isso deste a primeira cena do filme, e sempre que nos distraímos ele dá um jeito de colocar a gente de novo pra dentro do filme, esses detalhes estão presentes nas tatuagens do protagonista, e em até no detalhe da linguagem de sinais, a onde o diretor tira a legenda das conversações em libras e só recoloca quando nosso protagonista aprende a linguagem, sem falar da sensação de sujeito dos ambientes que conseguimos sentir, são detalhes de quem pensou uma obra, mas nem tudo é perfeito, o filme tem uma barriga no segundo ato, e apesar do bom e muito corajoso final temos alguns erros de coerência na jornada, porém "O som do metal" é uma grata surpresa. Nota 08/10
Contando a história de um baterista de uma banda indie que vive com sua namorada (vocalista) em um motor home fazendo apresentações pelo pais, o roteiro em sua primeira camada parece simples, mas ao decorrer da obra os personagens são aprofundados e vamos sentindo uma comoção pela vida dos protagonistas, roteiro e direção trabalham juntos para compor uma narrativa que escala profundamente o nível sentimental da trama.
A direção é boa, com destaque a cena de abertura, o bom uso da fotografia e da iluminação e o incrível uso da mixagem de som, que muitas vezes é usada até como parte da narrativa da obra, causando uma grande imersão
Todas as atuações estão boas, mas Riz Ahmed está espetacular, o trabalho do ator é de entrega e profundo conhecimento sobre o seu personagem, temos uma atuação que passa pelas mais diversas personalidades de um só individuo, e mesmo nas cenas mais simples o ator conseguiu dar uma ar realista e doloroso ao seu personagem, a indicação ao oscar é muito justa.
O trabalho do pouco experiente Darius Marder é muito interessante, é muito claro que o diretor quer causar uma imersão muito grande ao telespectador, e ele consegue fazer isso deste a primeira cena do filme, e sempre que nos distraímos ele dá um jeito de colocar a gente de novo pra dentro do filme, esses detalhes estão presentes nas tatuagens do protagonista, e em até no detalhe da linguagem de sinais, a onde o diretor tira a legenda das conversações em libras e só recoloca quando nosso protagonista aprende a linguagem, sem falar da sensação de sujeito dos ambientes que conseguimos sentir, são detalhes de quem pensou uma obra, mas nem tudo é perfeito, o filme tem uma barriga no segundo ato, e apesar do bom e muito corajoso final temos alguns erros de coerência na jornada, porém "O som do metal" é uma grata surpresa. Nota 08/10