Nilson R.
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A Marca do Medo
A Marca do Medo
3,0
Enviada em 12 de julho de 2014
O filme "A Marca do Medo' fala sobre um grupo de pesquisadores composto por sua pesquisa (uma moça chamada Jane, interpretada por Olivia Cooke), um professor de psicologia e três estudantes. Jane parece se comunicar com uma presença energética feminina e o grupo sob o comando do professor investiga as origens deste fenômeno, questionando-se se trata realmente de um acontecimento espiritual ou se uma projeção da mente de Jane. Com a verba para a pesquisa cortada, o grupo resolve dar continuidade ao projeto numa casa distante e isolada. É aqui que o filme realmente começa. Baseado em fatos reais ocorridos nos anos 70, o longa traz uma primorosa reconstrução da época em figurinos, acessórios e cenários além de referências como os personagens lembrarem ao desenho 'scooby doo' na cena em que eles chegam de vã na casa ou como o fato do personagem de Sam Clafin parecer ser inspirado num apaixonado beatle. O filme que tem seu título original como "The quiet ones' não faz jus ao título em português, como na maioria dos casos. O diretor parece apostar mais no terror psicológico, onde quase não se vê a utilização de grandes efeitos especiais assim como derramamento de sangue gratuito e violência banalizada. A atmosfera de suspense é criada pela aproximação que se faz com a possível realidade da plateia. Além do diretor optar por 70% da filmagem ser contada através da perspectiva da personagem de Sam Clafin que filma o experimento (lembrando aqui ao filme 'A Bruxa de Blair' que revolucionou a forma de se fazer filmes de terror a partir da filmagem ser conduzida pelo próprio elenco, criando uma atmosfera de documentário), a não aparição de fantasmas contribue para este terror psicológico, uma vez que a imaginação do público é estimulada a acreditar na possibilidade do filme ser real. Como na realidade somos assombrados pelo desconhecido e pelos ruídos que ocorrem na noite, onde uma sombra mal interpretada por nossa mente pode nos acelerar o coração, o filme parece se munir desta realidade onde a expectativa pelo susto é mais assustadora do que o próprio susto, pois uma vez aparecido o fantasma a plateia pode ter medo ou não enquanto que a sua não aparição estimula a imaginação de cada um a criar seus próprios fantasmas. O filme é bem interessante até o seu final, quando parece precipitar-se a querer resolver tudo o que foi preparado com tanto esmero. Aqui, o filme tem o seu ritmo extremamente acelerado contrastando com o seu restante e gerando um estranhamento pejorativo. É como se não existisse mais tempo hábil e fosse preciso justificar e fechar entendimentos tão melhores soltos do que resolvidos.