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Quem viu o curta "Eu Não Quero Voltar Sozinho" se encantou com uma trama simples mas cativante, com os personagens extremamente humanos e carismáticos, e com a abordagem tão simples e singela da homossexualidade. Quem gostou do curta, provavelmente vai gostar do longa, que é pura e simplesmente um desdobramento do curta, possibilitando um maior desenvolvimento dos personagens, além da adição de mais alguns e novas tramas.
O enredo é basicamente o mesmo: Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego, tímido e retraído, e tem como sua única amiga Giovana (Tess Amorim). Vive em conflito com os pais, e tem como confidente a avó (Selma Egrei em maravilhosa participação). Até que um dia Gabriel (Fabio Audi) entra em sua classe de aula, e também em sua vida, e de cabeça. Soma-se ao existente a descoberta, não só da sexualidade em si, e não só de Leo, como de todos os outros, como o trato da transição entre a vida infantil e a vida adulta, como por exemplo o dilema do primeiro beijo, o primeiro porre, entre outros.
Ghilherme Lobo leva praticamente o filme nas costas, tão familiarizado com o Leo como ele está. As inseguranças do personagem estão elevadas ao quadrado e Lobo consegue transmiti-las sem qualquer dificuldade. Ele é tão seguro em seu papel que chega-se ao questionamento se ele é mesmo deficiente visual ou não. E outra coisa interessante de seu papel é que o personagem é tratado com uma grande naturalidade, e não é visto como um arquétipo de gay ou cego. De seu lado, Fabio Audi entrega um Gabriel extremamente tímido, igualmente perdido em meio aos seus questionamentos, mas serve como chave para Leo libertar-se dos seus. Tess Amorim está perfeita como a terceira ponta do triângulo. Giovana é talvez a mais interessante dos personagens, justamente por ser a que mais se expõe, e dizer exatamente o quê pensa, além de servir diversas vezes como alívio cômico para a trama.
"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" não é um filme de militância, nem um drama, nem uma comédia. Quer rotulá-lo de algo? Rotule de romance. O amor é o ponto básico e chave do filme, e é nele que deve-se investir, e em todas as suas formas de representação.
O enredo é basicamente o mesmo: Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego, tímido e retraído, e tem como sua única amiga Giovana (Tess Amorim). Vive em conflito com os pais, e tem como confidente a avó (Selma Egrei em maravilhosa participação). Até que um dia Gabriel (Fabio Audi) entra em sua classe de aula, e também em sua vida, e de cabeça. Soma-se ao existente a descoberta, não só da sexualidade em si, e não só de Leo, como de todos os outros, como o trato da transição entre a vida infantil e a vida adulta, como por exemplo o dilema do primeiro beijo, o primeiro porre, entre outros.
Ghilherme Lobo leva praticamente o filme nas costas, tão familiarizado com o Leo como ele está. As inseguranças do personagem estão elevadas ao quadrado e Lobo consegue transmiti-las sem qualquer dificuldade. Ele é tão seguro em seu papel que chega-se ao questionamento se ele é mesmo deficiente visual ou não. E outra coisa interessante de seu papel é que o personagem é tratado com uma grande naturalidade, e não é visto como um arquétipo de gay ou cego. De seu lado, Fabio Audi entrega um Gabriel extremamente tímido, igualmente perdido em meio aos seus questionamentos, mas serve como chave para Leo libertar-se dos seus. Tess Amorim está perfeita como a terceira ponta do triângulo. Giovana é talvez a mais interessante dos personagens, justamente por ser a que mais se expõe, e dizer exatamente o quê pensa, além de servir diversas vezes como alívio cômico para a trama.
"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" não é um filme de militância, nem um drama, nem uma comédia. Quer rotulá-lo de algo? Rotule de romance. O amor é o ponto básico e chave do filme, e é nele que deve-se investir, e em todas as suas formas de representação.