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Assistimos ontem no NETFLIX ao filme baseado em fatos históricos reais (e inclusive com protagonista ainda viva, com 100 anos de idade!) BATALHÃO 6888.
Presentes todos os clichês possíveis e imagináveis sobre o RACISMO nos EUA, os quais, infelizmente, correspondem à realidade da época, e que neste caso também estão imbrincados com o MACHISMO e a MISOGINIA, especialmente nas forças armadas.
Sabemos que os casamentos interraciais só foram definitivamente descriminalizados pela Suprema Corte dos EUA (passando, portanto, a descriminalização a valer para todos os estados) em 1967. Mesmo assim, o filme se inicia com um funesto e prosaico caso de amor entre uma mocinha negra e um mocinho branco, que é judeu.
Ele vai para a guerra e pede que ela o espere. Bem recorrente em filmes sobre a II Guerra Mundial.
A novidade é que o rapaz, em sendo branco e de classe média alta, se ajoelha aos pés da moça, negra e que estava servindo como garçonete exatamente na festa de despedida que sua família promovia para ele, para fazer este pedido.
spoiler: Ele morre logo após ir para a guerra e ela passa a conviver tanto com a dor da perda quanto com o "fantasma" (espírito) do rapaz.
Esta situação a faz entrar para o exército.
No trem que leva as novas recrutas para o sul (Geórgia) inicia-se a saga de assédio e racismo despudorado, sem fim, que é a tônica do filme, quando, ao passarem a linha que divide o sul do norte, um oficial do exército chama as mulheres brancas, para que fiquem num vagão separado das negras. A surpresa é uma jovem parda, identificada visualmente como sendo branca, mas que se auto declara negra e, portanto, permanece ali, com as colegas.
Negras e brancas não se encontrarão mais, em momento algum, durante o filme.
Há a intervenção da Primeira Dama Eleanor Roosevelt e de Mary McLeod Bethune, ministra de Roosevelt, que decidem que o Batalhão 6888, de mulheres negras, comandado pela oficial Charity Adams, é o indicado para resolver o problema de 17 milhões de cartas, de e para combatentes, que estão "encalhadas" na Europa. Elas decidem isto, a despeito do claro racismo e misoginia do general Halt, que faz de tudo para prejudicá-las, desde enviá-las em um barco precário e sem escolta, até alocá-las em uma construção em ruínas em Birmingham, na Inglaterra.
spoiler: Para abreviar a narrativa, elas comem o pão que o diabo amassou, apanham da vida mais que mulher de bandido, sofrem duas baixas, mas, assim como se não fosse na vida real (e, neste caso, é tudo real) elas conseguem êxito em sua "missão impossível". No final do filme, a real Lena Derriecott Bell King, agora com 100 anos de idade, diz que foram mais celebradas, reconhecidas e respeitadas na Europa do que no regresso aos Estados Unidos, como era de se esperar... Fala de Michele Obama, ao final do filme.
Recomendo efusivamente a todos que assistam!
*Quem quiser ter acesso às informações históricas, clique aqui: https://www.megacurioso.com.br/.../119180-6888-batalhao-a...
Presentes todos os clichês possíveis e imagináveis sobre o RACISMO nos EUA, os quais, infelizmente, correspondem à realidade da época, e que neste caso também estão imbrincados com o MACHISMO e a MISOGINIA, especialmente nas forças armadas.
Sabemos que os casamentos interraciais só foram definitivamente descriminalizados pela Suprema Corte dos EUA (passando, portanto, a descriminalização a valer para todos os estados) em 1967. Mesmo assim, o filme se inicia com um funesto e prosaico caso de amor entre uma mocinha negra e um mocinho branco, que é judeu.
Ele vai para a guerra e pede que ela o espere. Bem recorrente em filmes sobre a II Guerra Mundial.
A novidade é que o rapaz, em sendo branco e de classe média alta, se ajoelha aos pés da moça, negra e que estava servindo como garçonete exatamente na festa de despedida que sua família promovia para ele, para fazer este pedido.
spoiler: Ele morre logo após ir para a guerra e ela passa a conviver tanto com a dor da perda quanto com o "fantasma" (espírito) do rapaz.
Esta situação a faz entrar para o exército.
No trem que leva as novas recrutas para o sul (Geórgia) inicia-se a saga de assédio e racismo despudorado, sem fim, que é a tônica do filme, quando, ao passarem a linha que divide o sul do norte, um oficial do exército chama as mulheres brancas, para que fiquem num vagão separado das negras. A surpresa é uma jovem parda, identificada visualmente como sendo branca, mas que se auto declara negra e, portanto, permanece ali, com as colegas.
Negras e brancas não se encontrarão mais, em momento algum, durante o filme.
Há a intervenção da Primeira Dama Eleanor Roosevelt e de Mary McLeod Bethune, ministra de Roosevelt, que decidem que o Batalhão 6888, de mulheres negras, comandado pela oficial Charity Adams, é o indicado para resolver o problema de 17 milhões de cartas, de e para combatentes, que estão "encalhadas" na Europa. Elas decidem isto, a despeito do claro racismo e misoginia do general Halt, que faz de tudo para prejudicá-las, desde enviá-las em um barco precário e sem escolta, até alocá-las em uma construção em ruínas em Birmingham, na Inglaterra.
spoiler: Para abreviar a narrativa, elas comem o pão que o diabo amassou, apanham da vida mais que mulher de bandido, sofrem duas baixas, mas, assim como se não fosse na vida real (e, neste caso, é tudo real) elas conseguem êxito em sua "missão impossível". No final do filme, a real Lena Derriecott Bell King, agora com 100 anos de idade, diz que foram mais celebradas, reconhecidas e respeitadas na Europa do que no regresso aos Estados Unidos, como era de se esperar... Fala de Michele Obama, ao final do filme.
Recomendo efusivamente a todos que assistam!
*Quem quiser ter acesso às informações históricas, clique aqui: https://www.megacurioso.com.br/.../119180-6888-batalhao-a...