Luiz Cappellano
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Noite Passada em Soho
Noite Passada em Soho
4,0
Enviada em 27 de agosto de 2022
Nonsense absoluto, até para quem, como eu, acredita na doutrina de Allan Kardec e nos pressupostos da relatividade de Einstein, os quais, na sua radicalidade, implicariam na equação espaço/tempo como sendo uma estrada com múltiplos acessos e direções possíveis (tornando possível, na teoria, a viagem no tempo, por exemplo). Partindo da doutrina espírita, é completamente impossível o espírito de uma pessoa ainda encarnada "conviver" no mesmo plano com espíritos de já desencarnados spoiler: , como acontece em relação a Sandie
. É igualmente impossível espíritos desencarnados interagirem tão livremente no nosso plano, inclusive tocando pessoas vivas spoiler: , como acontece no filme
. Para se divertir e deixar envolver, como vemos, é necessário esquecer a razão, desligar o raciocínio, deixar fruir, e focar nas imagens deslumbrantes que nos são oferecidas, nos cenários londrinos da década de 1960 e figurinos riquíssimos (afinal, é a história de uma estudante de moda!), na trilha musical impecável (onde, estranhamente, faltaram exatamente os "Beatles'!), no clima de conto de fadas (gênero ideal para classificar o filme porque, afinal de contas, contos de fadas não tem lógica nenhuma) e tentar desvendar a historinha de detetive, que corre subliminarmente ao enredo principal. Quanto a este último tópico, a historinha de detetive, o filme nos vai dando pistas sutis que muito poucos saberão juntar spoiler: (o alerta da senhoria sobre o mau cheiro no verão, a real identidade do velhinho de Soho, etc)
. Muito bom! Diverte, distrai e amplia nossa visão de mundo.