Filmes
SériesProgramas
Filme "Casa Grande" (Brasil 2015). Um bom filme, na linha de "Que horas ela volta?" (Brasil, 2015), ou seja, filmes que dão um mergulho no Brasil profundo, que só seriam mesmo possíveis antes do Golpe de 2016 e da guinada à direita que tem caracterizado tanto a política quanto a sociedade brasileira desde então.
A principal virtude de ambos os filmes é mostrarem o "Brasil real", aquele extremamente arcaico em relação à estrutura social, desigual, machista, racista... Não tem vergonha de mostrar os quartos das empregadas, indignos descendentes das senzalas coloniais e imperiais, e nem de demonstrar as relações promíscuas que ocorrem dentro das "casas grandes". Os senhores que ainda pensam em si mesmos como "machos alfa", que não apenas tem direito, mas até "obrigação" de manter relações sexuais com todas as "fêmeas" em idade fértil que estiverem sob o seu teto. A iniciação sexual dos filhos dos senhores com as serviçais... Em resumo: o Brasil sendo o Brasil!
Enquanto "Que horas ela volta?" se passa em São Paulo, "Casa Grande" se passa no Rio de Janeiro e este não é o principal diferencial entre os dois filmes.
O enredo "paulista" é mais "bem costurado" e a história tem começo, meio e fim, bem definidos. Tanto os diálogos quanto a movimentação dos personagens são bastante factíveis, até mesmo "dentro do esperado", o que faz com que o espectador não apenas "acredite" na história mas também se envolva nela.
A riqueza da família se deve ao nascimento do patriarca, à sua origem. É hereditária, muito bem explicada e bem demarcada.
Já o enredo "carioca" lembra uma sucessão de cenas, mais ou menos interligadas umas às outras, como se fossem episódios avulsos. spoiler: O enredo não tem muita consistência, tanto que nem a inicial opulência e nem tampouco a posterior decadência da família é referenciada ou explicada, apenas acontece... A cena final até parece um "gancho" para um segundo episódio, de tão inconclusiva.
O espectador fica com a impressão que não assistiu o filme até o fim.
De qualquer maneira, ambos os filmes cumprem plenamente as suas duas funções, explicitamente assumidas, que são informar e divertir, ou seja, convidar à reflexão sem assustar ou enfadar o espectador.
A principal virtude de ambos os filmes é mostrarem o "Brasil real", aquele extremamente arcaico em relação à estrutura social, desigual, machista, racista... Não tem vergonha de mostrar os quartos das empregadas, indignos descendentes das senzalas coloniais e imperiais, e nem de demonstrar as relações promíscuas que ocorrem dentro das "casas grandes". Os senhores que ainda pensam em si mesmos como "machos alfa", que não apenas tem direito, mas até "obrigação" de manter relações sexuais com todas as "fêmeas" em idade fértil que estiverem sob o seu teto. A iniciação sexual dos filhos dos senhores com as serviçais... Em resumo: o Brasil sendo o Brasil!
Enquanto "Que horas ela volta?" se passa em São Paulo, "Casa Grande" se passa no Rio de Janeiro e este não é o principal diferencial entre os dois filmes.
O enredo "paulista" é mais "bem costurado" e a história tem começo, meio e fim, bem definidos. Tanto os diálogos quanto a movimentação dos personagens são bastante factíveis, até mesmo "dentro do esperado", o que faz com que o espectador não apenas "acredite" na história mas também se envolva nela.
A riqueza da família se deve ao nascimento do patriarca, à sua origem. É hereditária, muito bem explicada e bem demarcada.
Já o enredo "carioca" lembra uma sucessão de cenas, mais ou menos interligadas umas às outras, como se fossem episódios avulsos. spoiler: O enredo não tem muita consistência, tanto que nem a inicial opulência e nem tampouco a posterior decadência da família é referenciada ou explicada, apenas acontece... A cena final até parece um "gancho" para um segundo episódio, de tão inconclusiva.
O espectador fica com a impressão que não assistiu o filme até o fim.
De qualquer maneira, ambos os filmes cumprem plenamente as suas duas funções, explicitamente assumidas, que são informar e divertir, ou seja, convidar à reflexão sem assustar ou enfadar o espectador.