Katia G.
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Philomena
Philomena
4,0
Enviada em 9 de abril de 2014
Pra dizer a verdade eu não vi nada de comico ou engraçado neste filme. Ao contrário, ao meu ver quando em nome da religião, figuras importantes dentro da religião ( católica neste caso ) praticamente destroem vidas daqueles que eles chamam de "semelhantes", creio que existe algo de muito errado na forma como as pessoas estão lidando com a fé e o uso que fazem da religião. A estória real de Philomena, órfã, vivendo em um convento de freiras na Irlanda dos anos 50, que por uma ingenuidade e ignorância ( alimentada propositadamente dentro do mesmo convento) tem um filho, é obrigada a trabalhar de graça e no final tem o seu filho vendido para familias ricas pela Madre Superiora. Não tem nada de engraçado o sofrimento e dor causado pelas religiosas a ela Philomena e ao seu filho, separados pela intransigência, ódio e falta de compaixão religiosos. Paradoxo, pois pelo que eu saiba a religião prega exatamente o contrário. Quanto mal e quanta dor causados pela religião e em nome de Deus, e exatamente por aquelas pessoas, que seja pelo voto, seja pela vocação deveriam fazer exatamente o contrário. Me concentrei no tema deste filme pela revolta que me causou a estória desta pobre mulher, mas o filme é muito bem dirigido, os diálogos são maravilhosamente inteligentes e irônicos, pois o combate entre as duas visões de mundo, o irônico e racional jornalista Martin Sixsmith versus a religiosa e ingenua Philomena Lee, rende ao filme os momentos mais divertidos, se assim podemos dizer, se não fosse trágico o pano de fundo em que os personagens se movimentam. Mais uma vez podemos assistir a um banho de atuação de Judi Dench, no papel de Philomena. Grande atriz. Enfim é um filme muito bem feito, inteligente e com bela fotografia da Irlanda mas de conteúdo amargo e infelizmente real.