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Filme supostamente para intelectuais. Se você não conhece Sartre, não sabe o que é existencialismo, não compreende a frase " A existencia precede a Essencia", e não concorda que "somos condenados a sermos eternamente livres" e que não somos os unicos responsaveis pelas nossas decisões, decidamente esse filme não é para você. Excluindo talvez essas questões que estão nas entrelinhas do filme, as vezes explicitas, as vezes implicitas ( no caso implicita na propria trama do filme ) o que resta são 3 horas de obsessiva dissecacão da intimidade de Adele e sua descoberta como homossexual. Obessiva tanto na invasão da intima privacidade da relaçao sua com a companheira, quanto na obsessão por esquadrinhar, por analisar ao microscopio o corpo de Adèle, o mundo de Adèle. Tentativa mal sucedida, visto que a camera, mesmo que amplifique as partes do corpo de Adele e suas emoções, não consegue relamente penetrar no seu mundo. O problema aqui esta no fato que a lente que tenta devorar Adèle sem sucesso em decifra-la, pois é apenas um olhar curioso, é uma lente masculina, e portanto distante anos luz do verdadeiro mundo de Adèle, a não ser que seja um olhar masculino que por sua vez seja também feminino, que não é o caso. Portanto tenha isso em mente quando escolher este filme para ver, pois se não é esse o teu caso talvez seja melhor rever o seriado "The L World", que trata do mesmo tema visto pelas lentes de gente que sabe o que está narrando.
PS: As atuações das atrizes Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, que trabalham marcadamente com rosto para se expressar estão monstruosamente fenomenais.
PS: As atuações das atrizes Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, que trabalham marcadamente com rosto para se expressar estão monstruosamente fenomenais.