Aurelio Cardoso
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Vice
Vice
4,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2019
Satirico e mordaz o Diretor ADAM MCKAY destrincha e desmonta a figura do poderoso VICE Presidente do governo de BUSH de 2001 a 2008, um tal de DICK CHENEY... quem .. bem para quem viveu e viu os acontecimentos do ataque as Torres Gêmeas deve se lembrar deste nome ou ouvido falar..
O Diretor coloca toda sua artilharia na figura de CHENEY e começa lá nos anos 60, desvendando as origens de um obscuro operário que instalava fios, e de como de sua mediocre formação intelectual, mas com arguta capacidade de observar e manipular os meandros do poder e seus apetrechos mais sórdidos, atinge o auge da carreira politica, orbitando junto aos poderosos do Partido Republicano desde NIXON nos anos 70, até o ápice no Governo de BUSH como seu VICE.
Dois personagens fazem as vezes de condutores que impulsionam a carreira de CHENEY, sua esposa LYNNEI e o ascendente RUMSFELD da qual de torna lacaio e serviçal para atingir sua ânsia de poder.
Achei mais interessante a primeira parte, que vai até o ataque as Torres Gêmeas. Parece que a partir dai o diretor MCKAY fica um pouco mais sério, pois é a fase mais cruel e a face delirante de CHENEY que articula a Invasão do Iraque em 2002 inventando as tais armas de destruição em massa, que levou os Estados Unidos a invadir aquele pais e destronar o Ditador Sadam Husseim. A cruenta face de CHENEY aparece ainda ao fomentar torturas para destravar sua Guerra ao Terror.
O Oscar de ator vai certamente para BALE que engordou e está ótimo, com suas caras e bocas dando vazão aos instintos mais farsescos ao biografado. O mais careteiro e que exagera na sua composição como RUMSFELD é STEVE CARREL.
Uma aula de politica e seus meandros que lembra na sua aridez satirica os documentários de MICHAEL MOORE. Mas tem que ir preparado e saber um pouco da História americana e não deixe de ver algumas cenas pós créditos no final e fechando com uma citação de VELOZES E FURIOSOS.