Bruno F.
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Azul é a Cor Mais Quente
Azul é a Cor Mais Quente
2,5
Enviada em 13 de janeiro de 2014
Azul é a cor mais quente - um filme nem tão quente assim.

Li tudo sobre o filme antes de assistir, incluindo as polêmicas que incluiam exaustivas sessões de sexo supostamente simulado, horas por dia, e semanas a fio; e o constrangimento que as atrizes alegaram ter em função do filme, por serem ambas hetero sexuais. Mas bem, não estou aqui para ser o defensor dos bons costumes.

La Vie d'Adèle - título original - pode não ser um título tão inovador, mas com certeza caberia melhor na descrição de um filme que promete muito mais do que entrete. Super elogiado(e premiado) em Cannes, o filme foge dos padrões de filmes hollywoodianos, mas segue com a fotografia padrão de filmes alternativos produzidos na europa; segue também a péssima mania de filmes cult franceses de ter cenas quase infindáveis, com conteúdo vazio e som ambiente (ex: personagem andando por um corredor por longos 30 segundos), que além de deixar o filme massante - são quase 3 horas de drama - o deixa meio sonolento.

O enredo tem pouco o que desenvolver e a trama gira em torno da vida da personagem principal Adèle, e sua crise existencial e dificuldade de aceitar sua sexualidade. O diretor busca na realidade, atrair garotas com situação semelhante a da protagonista, num esforço para, além de excitar, fazer-se identificar com as personagens.

Sobre as polêmicas cenas de sexo, a película não deixa a desejar em nudez explicita e qualidade de fotografia, cenas estas - como já foi dito, e isso torna-se algo positivo - são intermináveis, como a primeira cena de sexo entre Emma e Adèle, que dura intermináveis 7 minutos, quase um filme erótico soft.

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux - atrizes principais - por sua vez merecem apenas elogios, uma atuação primorosa que vai desde as emoções e demonstrações de choro, até as cenas eróticas reais que convencem até os mais exigentes expectadores.

Vale a pena assistir com muita paciência, diga-se de passagem, e é sobretudo, um prato cheio para amantes de drama, simpatizantes lgbt e apaixonados por sexo.