Gabriel V.
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Pendular
Pendular
0,5
Enviada em 30 de março de 2018
Como bem disse o crítico Vítor Guimarães, Pendular é um filme morno que se dispõe a discutir o amor, a arte e a incomunicabilidade, mas acaba não conseguindo abordar nenhum desses temas com a devida densidade.

Um bom retrato de uma geração de artistas que tanto fala em produzir mas pouco produz. E produz menos ainda obras que se tornam realmente relevantes fora de seu restrito e absorto círculo criativo.

Isso quando não está produzindo o mais puro lixo, com o dinheiro de nossos impostos ou de bancos como Santander, com espaços garantidos nas galerias, museus ou nos SESCs da vida.

O que veio em minha mente ao ver essa porcaria só foi vazio, tédio, dessacralização completa da arte, dessacralização do sexo e dessacralização completa da vida.

Há um aborto no filme que contemplou uns 2 minutos de tristeza, que foi superado pelas trivialidades pra-frentex que o filme tenta vender como "maduro", "profundo" ou "delicado".

O ruim é que esse filme vai ficar na minha memória por causa de um dos momentos mais vergonhosos e constrangedores do cinema nacional, quando a atriz e coreógrafa Raquel Karro dança de calcinha espamódicamente ao som de Love Will Tear Us Apart de Joy Division.

Em suma, um lixo. Me deu vontade de assistir Transformers pra descontaminar.