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Entre tantos clichês de filmes do gênero, Exorcismo Sagrado transcende porque escancara uma triste realidade que assolou o reino sacro dos homens: a corrupção e o desprezo pelo sagrado. Quando os "guardiões da moral e dos bons costumes", (que é como se apresentam os clérigos e religiosos) abandonam seus votos, se entregando aos sentimentos pecaminosos, abrem frestas em suas almas para que o mal os possua. Porém esse filme vai além da possessão, nele o mal deseja também expulsar do ser humano todo e qualquer vestígio da divindade, como sugere o título. Se visto pela ótica do gênero, creio que deixa sim a desejar, mas se compreendermos a visão do diretor, a crítica à falsa moralidade criada pela própria igreja, ele poderá surpreender. A citação inicial do filme justifica todo o enredo : " De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim." - Romanos 7:17.