Paulo V.
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O Teorema Zero
O Teorema Zero
3,5
Enviada em 20 de abril de 2016
"teorema zero" traz um viés futurista em sua abordagem artística, apesar de que, em verdade, retrata uma caricatura da realidade atual do que propriamente de uma civilização futura.
Assim, a montagem dos personagens, figurinos e cenários não têm nítido compromisso de coerência com aquilo que poderia vir a ser realidade num futuro longínquo, visto que essa tríade até se parece com aquelas utilizadas nos filmes dos anos 1980/90, ou seja, nada inovador.
O verdadeiro compromisso da obra é transmitir uma mensagem sublinhada nos mais diversos aspectos da vida moderna e, até, da vida de outras épocas em que, de certo modo, resumem-se ao personagem de waltz como, por exemplo, o religioso que martiriza a fim de não retroceder em sua evolução espiritual; o profissional que se submete a condições de trabalho degradantes para assegurar sua empregabilidade; a efemeridade das relações interpessoais que nos iludem; e etc.
O real sentido da vida é a pergunta que o filme tenta responder da maneira mais suave e artística, o que faz muito bem com a presença de grandes atores que expressam um roteiro muito complexo. Aliás, o roteiro pode se tornar falho à medida que exige do espectador uma perspectiva que vai além do campo ôntico, e que instiga ao aprofundamento da ideia-base que o filme superficialmente emite.