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O filme tem uma fotografia que detesto em filme brasileiro, remete à ingenuidade de uma casinha de criança em um filme bem adulto por sinal. Reforça o esteriótipo gay feminina em uma história boba que parece se perder às vezes. Gorete é falante e mais parece uma releitura da personagem Valéria do Zorra Total. A piada é o gay. Colocaram Letícia Spiller no papel de Drag Queen, que pra mim é o mesmo que pintar um branco para interpretar um negro. Gorete precisa casar para receber a herança do seu pai homofóbico e pra isso cria uma competição. Você quase nunca ouve o campeão da competição falar, aliás, a personagem falante nunca deixa. No final, o beijo gay (o filme gira em torno da homossexualidade dos personagens principais) é boicotado, prestando um total desserviço à comunidade LGBT e reforçando preconceitos.